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LEXUS – Amazin in Motion Portimão 2016

por em 27 Julho, 2016
 

Foi num descontraído evento em pleno Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, que a Lexus revelou e disponibilizou as novidades que a marca premium nipónica iria lançar ao longo do ano no mercado nacional. Entre as estrelas existentes estavam o novo SUV RX, o novo coupé RC e o novo GS, tendo a Lexus deixado para o final uma agradável surpresa, a presença da variante desportiva da berlina de luxo, o Lexus GS F.

Começando pelo RX, um modelo que já tive a oportunidade de conhecer durante a sua apresentação internacional que decorreu na região de Lisboa, e de um ensaio realizado para a secção MotorMais da revista PCGuia (será publicado brevemente), este serviu de viatura escolhida para estrear a pista de off-road inaugurada recentemente junto às instalações do Audródromo.
Foi neste percurso que pude comprovar, sempre com a conivência dos responsáveis da marca, das capacidades todo-o-terreno deste modelo híbrido, que recorre a um invulgar (mas eficaz) sistema de tracção integral composto por um motor eléctrico responsável exclusivamente pela locomoção do eixo traseiro, tendo o conjunto revelado um comportamento surpreendentemente seguro e eficaz num percurso de dificuldade média que misturou pisos de gravilha e lama.

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Igualmente presente esteve o novo coupé 2+2 RC, disponível em duas motorizações distintas, o 200t de 245cv (veja o ensaio aqui) e o 300h híbrido de 233cv, tendo sido realizado dois tipos de testes, um em estrada em redor do autódromo (pena o percurso não ter sido na Serra de Monchique) e outro na pista do circuito. Se em estrada o comportamento de ambas as versões se diferenciava quase em exclusivo pela actuação mais lenta da caixa CVT (variação contínua), mas em circuito as diferenças foram mais notórias, não só pela actuação da caixa, da disponibilidade do motor e do peso da carroçaria, uma vez que o modelo híbrido pesa mais 50kg que o RC 200t.

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Por fim tive ainda oportunidade de conhecer a nova geração GS, a única berlina premium disponível com duas motorizações híbridas distintas, a versão GS 300h de 223cv e a GS 450h de 345cv. Este modelo não apresenta grandes alterações face à versão lançada em 2012, tendo recebido as obrigatórias actualizações visuais de modo a conferir ao GS uma imagem mais adequada face às orientações visuais da marca, como a implementação de novos para-choques de desenho desportivo, novas ópticas de tecnologia LED e novas soluções tecnológicas, tanto ao nível da assistência de condução como de entretenimento, de onde se destaca o excepcional sistema de áudio Surround da Mark Levinson de 17 altifalantes e 700 Watts de potência.

Mas mais importante que a presença do novo GS estavam umas viaturas com matrícula removida e de cores fortes, Vermelho Morello e Azul Safira, e com um preço que começa nos 139 mil euros… Sim, o novo GS F. Este modelo recorre ao conhecido bloco V8 atmosférico de 5.0 litros, donos e senhor de uma sonoridade já pouco habitual, como se o seu rugido me desse a entender que o seu monstruoso motor consegue devorar dinossauros sem hesitação. Bem, tecnicamente o petróleo é oriundo do crude, que por sua vez são seres vivos decompostos com milhares de anos, portanto esta afirmação até está certa, embora de forma algo exagerada.

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Apesar da Lexus tentar associar o GS F ao mesmo patamar que um BMW M5, AMG E63 ou Audi RS6, a realidade é que todos os seus rivais utilizam a sobrealimentação para debitar potências próximas dos 600cv, um valor bastante superior aos 477cv do motor atmosférico do GS F. Mas isso não significa que esta berlina seja lenta, bem pelo contrário, sendo a progressão do motor mais tradicional, e como tal, brilhante para explorar os limites da carroçaria num circuito exigente como o de Portimão. Aproveitando os momentos em que os instrutores estavam menos atentos, lá fui ajustando o modo de condução para modo Sport +, e comprovei o excepcional trabalho que a divisão desportiva da Lexus teve na optimização do comportamento dinâmico desta berlina, uma vez que neste modo as ajudas electrónicas só actuam em último caso, permitindo à suspensão brilhar.

Resumindo e concluindo, foi um evento único, onde reinou a boa disposição e camaradagem entre todos os meios de comunicação social convidados e os responsáveis da Lexus em Portugal, com muitos litros de gasolina queimados durante as inúmeras voltas em pista.

Lexus AIA16_02