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Airbus e Boeing com dificuldades nas vendas

por em 29 Dezembro, 2016
 

A vida para o Superjumbo da Airbus não tem estado a ser fácil, especialmente se tivermos em conta o objectivo iniciar do fabricante, que durante a sua apresentação em 2005, esperava vender cerca de 1200 aeronaves. No total foram entregues cerca de 200 aeronaves, num total de 319 encomendas realizadas, sendo a Emirates o seu maior cliente, com 142 encomendas e 87 unidades entregues.

Segundo a agenda da Airbus, deveriam ser entregues nos próximos dois anos doze novas aeronaves, mas estas foram adiadas por causa de um conflicto entre a Emirates e a Rolls Royce, tendo a primeira encontrado complicações técnicas para os seus requisitos. Esta situação obrigou a que a Airbus só vá entregar seis aeronaves em 2018 e as restantes seis em 2019, graças ao novo acordo realizado entre a Emirates e a Rolls Royce.

Esta situação veio reforçar a dificuldade da Airbus em garantir as encomendas efectuadas, tendo a Air Irão recusado recentemente uma pré-encomenda de 12 A380, ao anunciar que “apenas” pretende encomendar 100 aeronaves (45 A320, 38 A330 e 16 A350), face às 118 aeronaves anteriormente encomendadas. Estas alterações em termos de encomendas obrigaram a Airbus a reduzir o ritmo de produção de 27 aeronaves anuais (em 2015) para apenas 12 (para 2017), como forma de manter a produção rentável.

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Recordamos que o acordo entre a Rolls Royce e a Emirates é importantíssimo para o fabricante de motores britânico, visto que estas aeronaves serão as primeiras da Emirates a utilizar motores Rolls Royce. Ao todo, estas doze aeronaves irão utilizar o motor Trent 900, sendo este acordo a maior encomenda de sempre para a Rolls Royce, que irá fornecer 217 motores, o suficiente para equipar 50 aeronaves de quatro reactores, juntamente com motores suplentes.

Mas nem só a Airbus tem estado com a vida atribulada, uma vez que também a Boeing viu as suas encomendas sofrerem um forte revés, com a Delta a cancelar uma encomenda de 18 Boeing 787 Dreamliner, que tinham sido originalmente encomendados pela Northwest Airlines em 2008, antes da fusão entre as duas companhias aéreas. Este cancelamento representa um corte de 4 mil milhões de euros, embora a Delta tenha confirmado a anterior encomenda de 120 novas aeronaves Boeing 737-900ER.