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Conheça o maior porta-aviões britânico, o HMS Queen Elizabeth

por em 16 Agosto, 2017
 

Visto o Reino Unido ser uma ilha, é compreensível a forte aposta do governo britânico na marinha, razão pelo qual todas as atenções estão viradas para o primeiro dos dois porta-aviões da classe Queen Elizabeth, os maiores alguma vez criados pelo Reino Unido. O primeiro navio, o HMS Queen Elizabeth, iniciou a sua produção em Julho 2009, tendo iniciado os testes navais a 26 de Junho deste ano, o que representou um ligeiro atraso por questões técnicas.

Acompanhado pelo HMS Sutherland, HMS Iron Duke e duas fragatas Type 23, os testes no mar do Norte decorreram da melhor forma, tendo o HMS Queen Elizabeth atracado hoje, pelas 7:10 da manhã, no seu porto de abrigo destinatário, em Portsmouth. Durante os testes, o HMS Queen Elizabeth recebeu a sua primeira aeronave, um helicóptero Merlin HM.2 da 820 Naval Air Squadron, a 3 de Julho.

Alvo de várias críticas, especialmente pelo elevado custo, ambos os navios irão custar aos contribuintes britânicos um total de 6.2 biliões de libras, o correspondente a 6,8 biliões de euros (milhão de milhões, e não mil milhões). Outra das críticas foi o facto de grande parte dos computadores utilizados a bordo do HMS Queen Elizabeth estarem equipados com o Windows XP, um sistema operativo antiquado e com falta de suporte, o que poderá tornar o navio vulnerável a ataques informáticos.

Em termos de capacidades, o HMS Queen Elizabeth estará preparado para receber as suas primeiras aeronaves durante o final do próximo ano, estando prevista a sua total operacionalidade para 2020. Esta aeronave estará preparada para receber um valor máximo de 36 F35-B (versão para a Marinha) e quatro helicópteros, embora até ao momento a Marinha Britânica tenha encomendado apenas 16 aeronaves. Estas utilizarão um sistema de catapulta que incluí uma rampa final com 6 metros de altura, designada de Ski Jump.

Para o armazenamento das aeronaves, o HMS Queen Elizabeth contará com dois elevadores que conseguirão elevar duas aeronaves em apenas 60 segundos. Estes elevadores terão uma força suficiente para suportar uma tripulação de 679 marinheiros. No interior dos hangares será possível armazenar diversos tipos de aeronaves, incluindo os helicópteros CH-47 Chinook, sem precisarem de recolher as hélices, bem como o V-22 Osprey, uma peculiar aeronave de rotores ajustáveis que pode levantar ou aterrar na vertical.

Para deslocar os seus 280 metros de comprimento e 71 mil toneladas de peso, o HMS Queen Elizabeth conta com os préstimos de dois propulsores Rolls-Royce Marine Trent MT30 principais com 36MW de potência (equivalente a 48 mil cavalos) e quatro rotores diesel de 10 MW de potência, estando os motores principais acompanhados por duas gigantescas pás de 33 toneladas, cada. Esta solução garante ao HMS Queen Elizabeth uma velocidade máxima de 25 nós (46 km/h), estando preparado para alcance de 10 mil milhas náuticas (19 mil quilómetros).

Para garantir uma boa habitualidade aos mais de 1600 tripulantes, o HMS Queen Elizabeth utilizará um sistema de tratamento de água capaz de gerar 500 toneladas de água potável por dia. Para electrificar todos os cantos do navio, foram usados 250 mil quilómetros de cabos eléctricos, e 8 mil quilómetros de cabos de fibra óptica, para garantir acesso à rede e internet a toda a tripulação, melhorando assim a qualidade de vida a bordo para uma tripulação que poderá ficar em alto mar durante nove meses, sem vir a terra.

Em termos de protecção a ataques próximos, o HMS Queen Elizabeth incluí um avançado sistema de radar de longo alcance, capaz de detectar até 1000 aeronaves a 250 milhas náuticas, bem como um radar de alcance médio que permite detectar um alvo do tamanho de uma bola de snooker a 12 milhas náuticas de distância. Este razar, um Artisan 3D Tyoe 997, funcionará em conjunto com o sistema de defesa, composto por três Phalanx CIWS (disparam 3000 balas por minuto), quatro armas de 30 mm de calibre, entre outros sistemas.