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Hyundai Tucson 1.7 CRDi Executive – Ataque cerrado ao líder

por em 24 Fevereiro, 2017
 

O sucesso dos crossover é obvio, não fosse este o sector que mais tem crescido nos últimos anos, não só na Europa como em todo o Mundo. Como tal, e como forma de fazer frente ao líder do segmento, o Nissan Qashqai, todos os restantes fabricantes têm estado a apostar, cada vez com maior empenho, nos seus modelos, não só actualizando modelos já existentes como lançando modelos novos.

O caso do Hyundai Tucson é uma espécie de misto, pois embora seja, na realidade, a sua terceira geração, esta acaba por ser a primeira vez que a designação Tucson é utilizada na Europa. No fundo, o Tucson foi anteriormente conhecido como IX35, esta é a terceira geração de um modelo que nasceu originalmente com a plataforma do Elantra, partilhando-a com o KIA Sportage, mas falemos antes de situações felizes, o novo Tucson.

Lançado em Portugal no final do ano passado, o Tucson revela-nos um empenho impressionante, por parte da equipa de designers da Hyundai, em termos de visual exterior, sendo um modelo marcante graças à imponente frente, de onde se destaca a enorme grelha hexagonal com três lâminas horizontais cromadas, as ópticas rasgadas, luzes diurnas em LED colocadas nas extremidades e umas elegantes jantes de liga leve, que neste modelo em particular, eram de 19 polegadas.

Atrás o resultado é particularmente feliz, embora não seja tão cativante quanto a dianteira. O mesmo resultado parece ocorrer com o interior, onde encontramos um habitáculo cativante, mas não tão apaixonante quanto o exterior. Os materiais são de boa qualidade, especialmente se tivermos em conta o tipo de construção apresentada nos modelos mais antigos da marca, estando mesmo, na minha opinião, acima dos padrões de qualidade apresentados pelo líder do segmento.

Onde o Tucson consegue igualmente superiorizar-se ao Qashqai é no espaço proporcionado a bordo, não só para os lugares dianteiros como para os traseiros e para a bagageira, sendo anunciado para esta última 513 litros de capacidade, um valor significativamente superior aos 430 litros do modelo da Nissan.

Embora o visual não seja tão apaixonante, para mim, gostei da disposição dos comandos, tendo sido revelado um especial cuidado em termos ergonómicos por parte dos responsáveis da marca coreana, isto sem contar com o elevado nível de equipamento disponível, especialmente nesta versão Executive, que conta com soluções como estofos em pele, sistema de infoentretenimento com ecrã táctil de 8 polegadas e navegação, ar condicionado e diversas tomadas para carregamento de dispositivos móveis.

Se optar pela instalação do Pack Plus (1500 euros), terá acesso a uma extensa lista de opcionais que tornarão o Tucson num modelo ainda mais apelativo, como as já referidas jantes de 19 polegadas e grelha cromada, sensores de estacionamento (frontais e traseiros), bancos aquecidos (dianteiros e traseiros), ecrã multifunções colorido no centro do painel de instrumentos, sistema de aviso de saída de faixa de rodagem e sensor de chuva. Poderá ainda optar pelo adicional Pack Segurança, que adiciona o sistema de informação da velocidade máxima e adiciona o sistema de ajuda à manutenção na faixa de rodagem.

Em termos de motorização, este Tucson do parque de imprensa vinha equipado com aquela que será, certamente, a configuração mais procurada no mercado nacional, a versão com o motor diesel de entrada, o 1.7 CRDi de 115 cavalos de potência e 280 Nm de binário, associado à caixa manual de seis velocidades e sistema de tracção 4×2. Esta combinação permite não só garantir um comportamento dinâmico interessante (especialmente com as jantes de 19 polegadas) como também consumos reduzidos (próximos dos anunciados) e passagens pela portagem enquanto Classe 1, quando utilizado em conjunto com a Via Verde.

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Ficha Técnica

Motor Prestações
Tipo Quatro cilindros em linha Velocidade Máxima 176 km/h
Capacidade 1685 cc Aceleração (0-100 km/h) 13,7 s
Potência 115 cv (4000 rpm) Consumos (litros/100 km)
Binário 280 Nm (1250 rpm) Urbano (anunciado) 5,4
Transmissão Extra-urbano (anunciado) 4,2
Tracção Dianteira Combinado (anunciada) 4,6
Caixa Manual de seis velocidades Emissões CO2 119 g/km
Chassis Preço
Dimensões (Comp. / Larg. / Alt.) 4475 / 1850 / 1660 mm Valor base €31 924
Peso 1500 kg Valor viatura testada €36 004
Bagageira 513 / 1478 litros I.U.C. €143.17
Detalhes
 
Marca
Combustível
Positivos

- Visual apelativo
- Espaço e conforto a bordo
- Nível de equipamento
- Motorização eficaz

Negativos

- Interior eficaz, mas pouco apaixonante
- Comportamento fora de estrada

Pontuação Motor+
 
Design
8.0

 
Interior
7.5

 
Desempenho
6.5

 
Consumos
7.5

 
Equipamento
8.0

 
Preço
8.0

Pontuação Final
7.6

Vote
Pontuação do Leitor
 
Design
9.4

 
Interior
8.4

 
Desempenho
9.3

 
Consumos
8.5

 
Equipamento
9.4

 
Preço
6.9

Pontuação do Leitor
5pontuações
8.7

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Resumo
 

Visualmente muito atraente, o novo Tucson destaca-se por oferecer, num conjunto bastante completo e muito bem equipado, uma excelente alternativa ao líder do segmento, o Nissan Qashqai. Confortável, espaçoso, económico e com um ambiente a bordo bastante atraente, é difícil encontrar-se falhas no Tucson, excepto nas suas aptidões fora de estrada, especialmente com estas jantes de 19 polegadas e pneus de baixo perfil.

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