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Mazda MX-5 SKYACTIG-G 1.5 Excellence – Precisão Japonesa

por em 23 Junho, 2016
 

Lançado no Outono do ano passado, o novo Mazda MX-5 (quarta geração) tem mantido a tradição em tornar o pequeno roadster da Mazda no roadster de maior sucesso a nível internacional, tendo conquistado não só o coração dos entusiastas como de potenciais clientes e de toda a imprensa, tendo já acumulado 70 prémios desde o seu lançamento no qual se incluem o Carro Mundial do Ano com o de Design de Carro Mundial do Ano, tendo sido o primeiro modelo a conseguir conquistar estes dois prestigiados prémios no mesmo ano.

E qual a razão para toda esta “euforia” e reconhecimento? Simples, os engenheiros da Mazda limitaram-se a seguir os seus princípios e lançar um roadster que voltasse a usar as premissas que foram usadas na primeira geração: “Começar do zero, peso baixo e dimensões contidas”. O resultado é um roadster que consegue ser quase tão leve e ligeiramente mais pequeno que o MX-5 original de 1989, o que para os entusiastas (e entendedores) significa um automóvel preciso e ágil, adjectivos que, apesar de tudo, sempre estiveram associados às anteriores gerações.

Visualmente, o novo MX-5 revela-se como sendo a evolução da linha de design KODO – Alma do Movimento, iniciada em 2013 com o SUV CX-5. A frente é composta por um capot de grandes dimensões, de onde se destacam a harmonia das linhas, que ligam a enorme entrada de ar central com as ópticas rasgadas e as luzes diurnas em LED colocadas nas extremidades, conferindo um visual agressivo, mas muito atraente. Atrás destaque para as ópticas redondas colocadas numa posição mais central e pela dupla saída de escape, independentemente da motorização escolhida.

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No interior predomina a simplicidade, algo ao qual o MX-5 sempre esteve associado, estando, segundo os responsáveis da marca, presente a sensação “Jinba-Ittai”, o que significa que o condutor fica associado e sincronizado na perfeição com o veículo, como acontecia com os arqueiros Yabusame japoneses a cavalo. Para garantirem uma precisão perfeita no seu tiro, estes tinham que estar em perfeita sintonia com o cavalo, daí a expressão “Jinba-Ittai”. E, muito sinceramente, foi exactamente isso que foi sentido ao longo dos dias de ensaio ao volante do novo MX-5.

Além de simples, todo o interior respira qualidade japonesa, com a colocação de todos os elementos de forma ergonomicamente perfeita e acessíveis, sem precisarmos de desviar o olhar da estrada, sem esquecer todos os luxos que são considerados hoje em dia como imprescindíveis, como o ar condicionado, sistema de infoentretenimento com ecrã táctil de 7 polegadas (não disponível na versão de base Essence), com sistema de navegação e sistema de Audio Bose (ambos de série na versão Excellence), ligações USB e Aux, sensor de chuva e de luz (de série na versão Excellence) e ligação Bluetooth com controlo de voz (não disponível na versão Essence), sendo esta composta por um altifalante embutido no encosto de cabeça, para que possa ouvir melhor a chamada quando estiver a conduzir com a capota aberta.

Mazda MX5_08

E já que falamos em capota, esta possui um accionamento totalmente manual, bastando pressionar um botão para desbloquear o encaixe e empurrar (literalmente) a capota para o compartimento de arrumação da mesma. Todo o processo é extremamente rápido, podendo ser accionado quando desejar, embora seja recomendável que efectue este processo com a viatura parada, uma vez que deverá garantir que a capota fica encaixada no compartimento. Para a fechar, basta pressionar um botão colocado por cima do compartimento de arrumação central, colocado entre os bancos, e fechar a capota manualmente.

Em termos de motorização, o novo MX-5 está equipado com dois motores distintos, o SKYACTIV-G 1.5 de 131cv e 150Nm, e o SKYACTIV-G 2.0 de 160cv e 200Nm de binário. O modelo de ensaio vinha equipado com a primeira opção, que à partida poderá parecer um “downgrade” face às anteriores motorizações 1.8 e 2.0, porém este motor, por ser mais pequeno, é igualmente mais leve que os anteriores (1050kg), permitindo em conjunto com o peso mais leve da carroçaria, um comportamento mais preciso e uma aceleração superior à do anterior 1.8 de 126cv, que precisava de 9,9s para atingir os 100km/h, valor esse que reduziu para os 8,3s.

Este motor atmosférico e de baixa cilindrada é mais do que suficiente para garantir um andamento rápido q.b. (pode sempre optar pelo 2.0), mas que garante aquele comportamento típico que o MX-5 sempre gozou, de uma precisão ímpar, onde tudo funciona de forma harmoniosa, com a direcção extremamente precisa e, se dispensar os andamentos rápidos, com consumos surpreendentemente baixos, como os 5.1 l/100km que registei durante um dos vários passeios que aproveitei ao volante deste MX-5.

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Ficha Técnica

Motor Prestações
Tipo Quatro cilindros em linha Velocidade Máxima 204 km/h
Capacidade 1496 cc Aceleração (0-100 km/h) 8,3 s
Potência 131 cv (7000 rpm) Consumos (litros/100 km)
Binário 150 Nm (4800 rpm) Cidade (anunciado) 7,9
Transmissão Estrada (anunciado) 4,9
Tracção Traseira Média (anunciada) 6,0
Caixa Manual de seis velocidades Emissões Co2 139 g/km
Chassis Preço
Dimensões (Comp. / Alt. / Larg.) 3915 / 1230 / 1735 m Valor base €29 995
Peso 1050 Kg Valor viatura testada €32 620
Bagageira 130 litros I.U.C. €165.32
Detalhes
 
Marca
Combustível
Positivos

- Preço
- Comportamento
- Design atraente
- Motorização eficaz

Negativos

- Consumos em condução despreocupada

Pontuação Motor+
 
Design
9.0

 
Interior
9.0

 
Desempenho
7.5

 
Consumos
7.0

 
Equipamento
7.5

 
Preço
8.0

Pontuação Final
8.0

Vote
Pontuação do Leitor
 
Design
8.9

 
Interior
9.1

 
Desempenho
9.6

 
Consumos
7.3

 
Equipamento
9.1

 
Preço
8.5

Pontuação do Leitor
4pontuações
8.8

Acabou de pontuar

Resumo
 

Depois deste ensaio, o novo MX-5 revelou merecer todos os elogios que foram feitos desde o seu lançamento. Bonito, elegante, divertido de conduzir e perfeitamente capaz para ser utilizado no quotidiano, este modelo em concreto só tinha um defeito, não ter o meu nome no registo de propriedade.

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