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Nissan Juke 1.6 DIG-T Tekna Premium – Sempre divertido

por em 20 Fevereiro, 2015
 

Com pouco mais de três anos e mais de 500 mil unidades vendidas, a Nissan achou que estava na altura de actualizar o pequeno Juke, como forma de responder à forte concorrência que tem aparecido no segmento, de onde se inclui o “primo” Renault Captur. Para tal a Nissan optou por ligeiras alterações estéticas, que tentam aliar um maior nível de personalidade com maior funcionalidade.

Como tal, não se admire do novo Juke não ser, à primeira vista, muito diferente do anterior, embora observando com cuidado se notem algumas alterações importantes, como a nova grelha em forma de “V”, novos párachoques com entradas de ar inferiores mais tradicionais e de maiores dimensões, novas luzes diurnas LED em forma de boomerang colocadas no topo dos guarda-lamas e novas ópticas principais que passam a usar Xénon.

Atrás existem também novidades, como o pára-choques, opticas com formato boomerang e recurso à tecnologia LED. Juntamente com estas alterações temos as novas cores (Sunlight Yellow Metallic, Ink Blue Metallic e Solid Red), tendo esta última sido a cor utilizada na viatura que obtivemos para ensaio. Temos ainda a possibilidade de criar novas combinações, como a escolha da cor para a moldura dos faróis dianteiros, a cor da capa dos espelhos retrovisores, a cor das jantes e de elementos decorativos para as mesmas.

No interior as mudanças são bem mais subtis, sendo estas essencialmente relacionadas com o aumento dos espaços para arrumação, tendo a bagageira recebido um aumento de 40%, passando agora a comportar 354 litros de capacidade, e a possibilidade de personalização de vários elementos no interior, como a cor da consola central, apoios de braços nas portas e nas saídas do sistema de climatização. Não nos podemos esquecer do sempre agradável tecto panorâmico, opcional nas versões Acenta e Tekna. Só foi pena não terem alterado o desenho dos bancos para um modelo mais baixo e com maiores apoios laterais, uma vez que o comportamento dinâmico e o desempenho do motor acabam por nos tentar a andar a velocidades demasiado elevadas para um veículo do género.

Tecnologicamente existem bastantes novidades, como a introdução do sistema de vídeo 360 graus, só possível graças ao recurso da última geração do sistema de infoentretenimento Nissan Connect, sendo para tal utilizado um sistema composto por quatro câmaras colocadas de forma estratégica (na tampa da bagageira, à frente por debaixo do símbolo e debaixo de ambos os espelhos retrovisores) para criar uma imagem panorâmica do espaço em redor da viatura. Este sistema permite ainda tirar partido da conectividade com o seu Smartphone para aceder à internet e usar aplicações específicas.

Juntamente com estes sistemas novos existe ainda o novo Escudo de Protecção Nissan, sendo este composto pelo aviso de mudança de faixa de rodagem, pelo aviso de veículos em ângulo morto e detecção de objectos em movimento. De resto temos os nossos conhecidos sistemas, como o ecrã do modo de condução D-Mode, que reproduz num gráfico as forças G aplicadas em andamento e gráficos que revelam o histórico de consumo, bem como permite escolher um dos três modos de condução disponíveis (Eco, Normal e Sport).

Este sistema permite transformar o comportamento do Juke, que neste caso em particular, conta com a motorização mais potente da gama sem entrarmos nas versões NISMO, o 1.6 DIG-T de quatro cilindros com 190cv, associado a uma caixa manual de seis velocidades e tracção dianteira. Se preferir uma versão com tracção às quatro rodas, aí terá que se habituar à utilização de uma caixa de variação contínua XTronic. No que toca ao comportamento, este motor continua a surpreender pela positiva, sendo possível realizar boas médias no computador de bordo se tiver coragem de evitar empurrar o pé direito no pedal do acelerador, mas em compensação, este irá garantir um andamento que o surpreenderá para um automóvel deste formato.

Motor Prestações
Tipo Quatro cilindros em linha Velocidade Máxima 215 km/h
Capacidade 1618 cc Aceleração (0-100 km/h) 7,8 s
Potência 190 cv (5600 rpm) Consumos (litros/100 km)
Binário 240 Nm (1600 rpm) Urbano (anunciado) 7,6
Transmissão Extra-urbano (anunciado) 5,1
Tracção Dianteira Combinado (anunciada) 6,0
Caixa Manual de 6 Emissões Co2 139 g/km
Chassis Preço
Dimensões (Comp. / Larg. / Alt.) 4135 / 1765 / 1565 mm Valor base €22 725
Peso 1359 kg Valor viatura testada €25 125
Bagageira 354 / 1189 litros I.U.C. €98.80
Detalhes
 
Marca
Combustível
Positivos

- Design mantém traços originais
- Maior possibilidade de personalização
- Mais espaço para arrumação
- Comportamento dinâmico

Negativos

- Design poderá não ser do agrado de todos
- Consumos em condução mais agressiva
- Posição de condução e apoios laterais dos bancos

Pontuação Motor+
 
Design
8.0

 
Interior
7.5

 
Desempenho
8.0

 
Consumos
7.0

 
Equipamento
8.0

 
Preço
8.0

Pontuação Final
7.8

Vote
Pontuação do Leitor
 
Design
6.0

 
Interior
6.5

 
Desempenho
7.1

 
Consumos
6.5

 
Equipamento
8.0

 
Preço
5.3

Pontuação do Leitor
2pontuações
6.6

Acabou de pontuar

Resumo
 

Com estas ligeiras alterações, o Juke continua a ser o melhor crossover do segmento, mesmo existindo algumas falhas como o design que poderá não ser do agrado de todos, e o espaço interior, embora confortável, não é dos melhores para os lugares traseiros. Porém, embora este 1.6 DIG-T seja muito apelativo pelo desempenho que proporciona, é no novo 1.2 DIG-T que encontrámos a solução mais equilibrada da gama.

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