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Toyota Auris Hybrid Comfort + Pack Sport – Reforço positivo

por em 25 Janeiro, 2016
 

Lançado em 2012, a segunda geração do Toyota Auris recebeu no ano passado um importante Restyling, que além da introdução de novos equipamentos, novas motorizações e actualização de uma existente tornou o modelo nipónico num produto mais atraente no complicado (e exigente) Segmento C. Tendo em conta que 23% das vendas na Europa são provenientes de motorizações híbridas, achámos por bem testar aquela que é a grande aposta da Toyota, o novo Auris HSD que está cada vez mais atraente, devido à curta diferença de preço face à versão diesel equivalente.

Esteticamente o novo Auris parece mais largo e robusto, graças à introdução de novos para-choques de aspecto mais desportivo, bem como a introdução de uma nova grelha, novas ópticas alongadas e novos farolins traseiros, também eles alongados, que recorrem à tecnologia LED, para conferir um aspecto mais “high-tech”. Por se tratar da versão híbrida, permanecem os habituais elementos diferenciadores, como o símbolo com fundo azul, e umas elegantes jantes de liga leve de 17 polegadas de duas cores com fundo escuro, de série nesta versão Comfort com Pack Sport.

Porém, as grandes novidades estão ao nível do interior, em particular no tablier que recebe um novo desenho, novos materiais e acabamentos mais robustos. Porém, nem tudo é perfeito, pois embora o desenho seja novo, isso não significa que vá ser do agrado de todos, mantendo-se alguns elementos típicos de veículos japoneses que teimam e aparecer, como o relógio digital que deveria estar integrado no sistema de infoentretenimento, como acontece com todas as marcas não nipónicas (e já em algumas nipónicas).

De resto temos um agradável painel digital para regulação do sistema de climatização, um competente sistema de infoentretenimento composto por um ecrã táctil de 7 polegadas e materiais que são, efectivamente, de qualidade superior ao anterior Auris. Relativamente ao sistema de infoentretenimento, este vinha equipado com o sistema de navegação, que peca por não ter ao seu serviço uma solução para monitorização de trânsito em tempo real, como já começa a aparecer em algumas marcas rivais.

Os bancos, que oferecem agora novos padrões, continuam a ser perfeitos em termos de conforto, como é habitual com as viaturas Toyota, mas tendo em conta que estamos perante uma versão mais desportiva, esperávamos algum apoio lateral adicional nos bancos dianteiros. Isto significa que este Auris, mesmo sendo a versão mais desportiva da gama, foi criada a pensar no conforto de todos os ocupantes e na eficiência, razão pelo qual continuamos a contar com a invulgar manete da caixa de variação contínua, utilizada por todos os modelos híbridos da Toyota, bem como os três modos de condução (EV Mode, Eco Mode e Power Mode).

Destaque para a oferta de equipamento, com a introdução do sistema Toyota Safety Sense, um conjunto de sistemas e auxiliares de condução compostos pelo sistema pré-colisão, Aviso de saída de faixa de rodagem, reconhecimento de sinais de trânsito e luzes máximas automáticas.

Em termos de motorizações, o novo Auris recebeu um brilhante motor 1.2 turbo VVTi-W a gasolina (com ciclos Atkinson e Otto) de 116cv, um 1.6 D-4D turbodiesel de origem BMW com 112cv (que substitui um anterior 2.0 D4D) e o renovado 1.4 D-4D de 90cv, que passa agora a cumprir a norma Euro6. Porém, o modelo que aqui testámos foi a versão híbrida, que apesar de revista, mantém a combinação de um bloco 1.8 VVTi de quatro cilindros a gasolina com 100cv e um motor eléctrico de 60kW (82cv), que garante uma potência combinada de 136cv.

A passagem de funcionamento entre as duas unidades mantém-se imperceptível, o que reforça a imagem de suavidade e linearidade na condução deste Auris, face a um modelo a gasóleo, tendo a Toyota revelado que melhorou os consumos, bem como as emissões. Estas afirmações são uma realidade na maioria das cidades da europa do Norte, onde os percursos são maioritariamente planos, algo que acaba por contrastar com a realidade Portuguesa, onde a condução de um automóvel híbrido, por culpa do funcionamento da caixa de variação contínua, acaba por influenciar negativamente no conforto a bordo, devido ao ruído gerado pelo motor, mesmo tendo em conta as melhorias realizadas ao isolamento acústico do habitáculo.

Ainda assim, e com algum cuidado, o Auris HSD é capaz de realizar médias de consumo abaixo dos cinco litros, quando andando com o modo Eco activado, e forçando o modo EV sempre que a pequena bateria tem carga disponível. No final deste ensaio pudemos comprovar as melhorias significativas que a Toyota realizou ao novo Auris, que está mais confortável, mais atraente e mais eficaz, mas a grande novidade são as novas motorizações, que o tornam mais polivalente e garantem à Toyota argumentos de peso para sobreviver no exigente segmento C, dominado por automóveis diesel.

Motor Prestações
Tipo Quatro cilindros em linha + Motor Eléctrico Velocidade Máxima 180 km/h
Capacidade 1798 cc Aceleração (0-100 km/h) 10,9 s
Potência 136 cv (5200 rpm) Consumos (litros/100 km)
Binário 142 Nm (4000 rpm) + 207 Nm Urbano (anunciado) 3,9
Transmissão Extra-urbano (anunciado) 3,9
Tracção Dianteira Combinado (anunciada) 3,9
Caixa Variação Contínua Emissões Co2 82 g/km
Chassis Preço
Dimensões (Comp. / Larg. / Alt.) 4330 / 1760 / 1475 mm Valor base €26 300
Peso 1495 kg Valor viatura testada €27 475
Bagageira 360 / 1192 litros I.U.C. €196.25
Detalhes
 
Marca
Combustível
Positivos

- Conforto
- Estética mais atraente
- Consumos

Negativos

- Desenho do interior
- Ruído do motor em regimes altos

Pontuação Motor+
 
Design
7.5

 
Interior
7.5

 
Desempenho
7.0

 
Consumos
8.0

 
Equipamento
8.5

 
Preço
8.5

Pontuação Final
7.8

Vote
Pontuação do Leitor
 
Design
9.7

 
Interior
7.2

 
Desempenho
7.2

 
Consumos
5.3

 
Equipamento
9.2

 
Preço
7.6

Pontuação do Leitor
3pontuações
7.7

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Resumo
 

Com a renovação da gama Auris, de onde se destaca a introdução dos sistemas de segurança e as novas motorizações, a Toyota consegue assim tornar o Auris mais competitivo num mercado muito exigente. A aposta na versão híbrida em detrimento do diesel tem cada vez mais peso, mas peca pelo ruído do motor em regimes altos, culpa da caixa de variação contínua.

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