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Toyota GT86 – Puro prazer analógico!

por em 2 Maio, 2017
 

Embora o seu futuro tenha estado em risco, a Toyota manteve o brilhante GT86 no seu roadmap, tendo optado por introduzir uma versão ligeiramente melhorada antes de se aventurar numa segunda geração. Esta decisão é particularmente importante, especialmente nesta altura em que a Toyota pretende rejuvenescer a imagem da marca, tentando assim reconquistar a posição de liderança de maior grupo automóvel mundial, liderança essa perdida em 2016 para o Grupo Volkswagen.

Desenvolvido em conjunto com a Subaru, empresa com o qual partilha inúmeros componentes, tanto em termos de motorização (daí o motor de cilindros opostos) como de chassis, o modelo renovado recebe uma suspensão (molas e amortecedores) com uma calibragem diferente que permite aumentar a eficácia dinâmica sem prejudicar o conforto (talvez exagerado no modelo original) e pequenas alterações em termos de soldadura de elementos na carroçaria para aumento da rigidez estrutural.

Através de ligeiras alterações visuais, como os novos para-choques, difusor traseiro e asa traseira redesenhada reforçam o desempenho aerodinâmico da carroçaria, que passa agora a oferecer um C.A. de 0,27. Igualmente novas são as ópticas, tanto dianteiras como traseiras, que recebem novo desenho e tecnologia LED, bem como as jantes de 17 polegadas de 10 raios, que são exclusiva para este GT86.

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No interior o destaque recai na melhoria dos materiais e acabamentos, de qualidade superior, novo volante multifunções de desenho desportivo, novo ecrã digital colorido de 4,2 polegadas colocado ao centro do painel de instrumentos e integração da mais recente versão do sistema de infoentretenimento da Toyota, o Toyota Touch 2 com navegação e ecrã táctil de 6,1 polegadas, que fará companhia ao tradicional relógio digital.

Se em termos de chassis o novo GT86 ficou ainda melhor, os responsáveis da marca optaram por não mexer na motorização e na transmissão, opção que compreendemos na perfeição, uma vez que este nível de potência permite explorar melhor as qualidades do chassis. Assim sendo, poderá esperar encontrar o já conhecido 2.0 atmosférico de quatro cilindros opostos, que graças à sua arquitectura e colocação garantem um centro de gravidade muito baixo.

Os 200 cv de potência e 205 Nm de binário, dirigidos ao eixo traseiro, são mais do que suficientes para, em conjunto com a caixa manual de seis velocidades (ou automática, em opcional), de garantir um valor de aceleração de 7,6 segundos para atingir os 100 km/h, 225 km/h de velocidade máxima mas, mais importante que tudo isso, um sorriso tremendo pelo gozo que irá sentir ao conduzir este Toyota com um andamento mais atrevido, um caso raro nos dias que correm, onde os automóveis estão cada vez mais digitais e filtram cada vez mais as sensações ao volante.

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Ficha Técnica

Motor Prestações
Tipo Quatro cilindros em linha Velocidade Máxima 226 km/h
Capacidade 1998 cc Aceleração (0-100 km/h) 7,6 s
Potência 200 cv (7000 rpm) Consumos (litros/100 km)
Binário 205 Nm (6400 rpm) Urbano (anunciado) 10,3
Transmissão Extra-urbano (anunciado) 6,3
Tracção Traseira Combinado (anunciada) 7,8
Caixa Manual de seis velocidades Emissões CO2 180 g/km
Chassis Preço
Dimensões (Comp. / Larg. / Alt.) 4240 / 1775 / 1285 mm Valor base €44 420
Peso 1263 kg Valor viatura testada €44 420
Bagageira 243 litros I.U.C. €232.35
Detalhes
 
Marca
Combustível
Positivos

- Comportamento dinâmico
- Visual apelativo
- Posição de condução
- Modo de condução Track

Negativos

- Motor sem alterações
- Espaço para ocupantes traseiros

Pontuação Motor+
 
Design
8.0

 
Interior
7.0

 
Desempenho
8.0

 
Consumos
6.5

 
Equipamento
7.5

 
Preço
7.5

Pontuação Final
7.4

Vote
Pontuação do Leitor
 
Design
8.9

 
Interior
8.3

 
Desempenho
6.2

 
Consumos
5.4

 
Equipamento
7.7

 
Preço
3.6

Pontuação do Leitor
4pontuações
6.7

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Resumo
 

Visualmente atraente, dinâmicamente mais divertido e eficaz e com maior qualidade na construção e conforto, excepto nos lugares traseiros que continuam a ser inexistentes, o renovado Toyota GT86 continua a ser o desportivo acessível que ainda é capaz de garantir uma condução "analógica" num mundo "digital", daí o enorme sorriso que é capaz de proporcionar a quem vai ao volante, e aos corajosos que conseguirem ir a seu lado.

comentários
 
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  • Francisco Sorbenne
    31 Agosto, 2017 at 11:39

    Espaço para ocupantes reduzido? Ó méo, isto não é um sedan ou uma carrinha familiar, um desportivo ter espaço para ocupantes já é muito bom…

    Responder

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