Viseira
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Honda PCX: Citius, Altius, Fortius

por em 11 Novembro, 2014
 

Como grande parte dos leitores certamente reconheceu, o título deste artigo não tem que ver com o novo sistema informático do Ministério da Justiça. Antes com o lema das Olimpíadas, que espelham a vontade de ser cada vez melhor que os atletas devem possuir em si próprios. A razão de o utilizar é a de que este espírito parece ter orientado o trabalho de renovação levado a cabo pelos engenheiros nipónicos da scooter-ícone da Honda, a PCX. Não que ela esteja mais rápida, mais alta ou mais forte, mas de facto existem diferenças notórias face a este novo modelo, e para melhor.

Mantendo mais ou menos a imagem por que ficou famosa, com apenas algumas alterações de pormenor que actualizaram as suas linhas exteriores e lhe deram um look mais actual, a nova PCX consegue cumprir os objectivos a que se propôs, o de garantir uma boa experiência de condução em cidade, com mais conforto e soluções inteligentes para a vida diária de quem faz desta scooter o seu transporte diário.

Para garantir um menor consumo de energia a Honda passou a usar a tecnologia LED em todo o sistema de iluminação. Ao mesmo tempo, o painel de instrumentos, que foi redesenhado, passa agora a conotar com um relógio digital e há até uma tomada de 12 Volt no compartimento de arrumação do lado esquerdo da carenagem, que está maior do que até agora e acomoda com facilidade o carregador de isqueiro, respectivo cabo e telemóvel, para garantir que nunca está sem bateria quando precisa de fazer aquela chamada importante. Algo já visto em muitas motos do género, o interruptor de emergência (que liga os quatro piscas), é uma das novidades desta PCX. Mais um ponto a favor desta scooter.

_MG_0974 (Small)

Esteticamente, apenas mais uma alteração: o pequeno encosto existente no banco desapareceu, permitindo uma maior liberdade de movimentos e dando a esta peça um aspecto mais fluido, o que é muito bem-vindo. Por baixo do assento está uma das maiores (e melhores, no meu entendimento) alterações da renovada PCX: a bagageira está maior e comporta agora com facilidade um capacete integral, deixando ainda espaço para as pequenas compras de última hora na mercearia. Além disso, o banco passou a contar com uma dobradiça accionada por mola, o que impede que caia quando estamos a colocar as compras lá dentro.

Mas não foi só o espaço para a bagagem que cresceu, nesta PCX. O depósito de combustível, que até agora era de 5,9 litros, passa a ter uma capacidade de 8 litros, o que, segundo a Honda, garante a esta scooter uma autonomia de 375 km. Isto fazendo as contas aos 2 l/100 km de consumo anunciados pelo construtor nipónico, anda que eu não tenha conseguido gastar menos de 2,5 l/100 km durante este ensaio. Ainda assim, é um valor a ter em conta e a que se chega fruto de mas uma inovação da Honda, o sistema start/stop, proposta única no segmento das scooters de 125 cc. Infelizmente, o funcionamento deste sistema não sofreu alterações nesta nova geração da PCX e continua algo vago, ou seja, a activação do motor não é linear e por vezes tem um desfasamento. Um pormenor, é certo, mas num equipamento com tanta qualidade quanto este é difícil não empolarmos os pormenores.

_MG_0977 (Small)

Assim que me faço à estrada apercebo-me de que as alterações feitas nesta scooter não comprometeram em nada a sua manobrabilidade. Serpentear por entre o trânsito citadino continua tão fácil como antes. A entrega de potência é de bom nível – como o demonstram os 5,4 segundos necessários para percorrer os primeiros 50 metros –, o que garante que consiga atingir velocidades interessantes dentro e fora da cidade com facilidade. Sim, apesar de desenhada com o trânsito citadino em mente, a PCX comporta-se bem “fora de portas” e será uma boa aquisição para quem more nos arredores de Lisboa e trabalhe na cidade, por exemplo. Mais susceptível aos ventos laterais, como qualquer das suas congéneres, é agradável perceber que o deflector dianteiro está maior, protegendo um pouco mais a zona do peito de quem está aos comandos desta scooter, o que, por sua vez, garante mais conforto na condução em estrada aberta.

Custa €2699 a renovada PCX, um valor que já era extremamente competitivo na anterior geração e que agora, com todos os melhoramentos que a Honda introduziu, só vem reforçar a sua excelente relação qualidade-preço.

 

Motor Ciclística
Tipo monocilíndrico Dimensões (Comp./Larg./Alt.) 1930 / 740 / 1100 mm
Capacidade 125 cc Distância entre eixos 1315 mm
Potência 11,5 cv (8500 rpm) Altura do assento 760 mm
Binário 12 Nm (5000 rpm) Distância mínima ao solo 135 mm
Transmissão Raio de viragem 2,0 metros
Tipo Corrente Peso 130 kg
Embraiagem Automática, centrífuga, tipo seca Rodas
Suspensão Dianteira Alumínio fundido – 14″
Dianteira Forquilha telescópica de 31 mm Traseira Alumínio fundido – 14
Traseira Braço oscilante Preço
Quadro Valor base €2699
Tipo Tubular em aço, tipo berço IUC €5,49

Detalhes
 
Marca
Positivos

Mais espaço debaixo do banco; Depósito maior; Tomada 12 Volt; Consumos

Negativos

Funcionamento algo estranho do sistema start/stop

Pontuação Motor+
 
Design
8.0

 
Desempenho
8.0

 
Posição de condução
8.0

 
Equipamento
8.0

 
Preço
8.5

Pontuação Final
8.1

Vote
Pontuação do Leitor
 
Design
9.0

 
Desempenho
9.0

 
Posição de condução
6.7

 
Equipamento
8.0

 
Preço
9.0

Pontuação do Leitor
1pontuação
8.2

Acabou de pontuar

Resumo
 

Se está cansado do trânsito citadino e acha que uma scooter é o ideal para si, a PCX reúne um bom conjunto de argumentos, com a poupança de combustível a ser um dos mais importantes... mas de longe o único.

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