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Os passatempos de alguns dos ex-pilotos da Fórmula 1

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Correr na Fórmula 1 representa o ápice do percurso de muitos pilotos. A exigência física e psicológica para pilotar carros ultramodernos resulta em enormes doses de adrenalina para qualquer um que acelera a mais de 300 km/h. Quando os pilotos da categoria mais valiosa do mundo retiram-se, muitos deles encontram novos trabalhos em outros campeonatos automobilísticos e passatempos para repor um pouco da emoção gerada nos tempos de Fórmula 1.

Como os ex-pilotos da Fórmula 1 são pessoas públicas, muitos de seus hobbies são conhecidos na internet. Dessa maneira, a seguir mostramos alguns dos passatempos mais conhecidos de quatro ex-pilotos da categoria.

Rubens Barrichello: Golfe e videojogos

Maior piloto de sempre quando o assunto é volume, nenhum outro piloto na história disputou tantos Grandes Prémios na Fórmula 1. São 322 aparições e o brasileiro Rubens Barrichello marcou seu nome na história da categoria com 18 anos de experiência entre 1993 a 2011.

Ainda activo no automobilismo, Barrichello segue conectado ao desporto em diferentes maneiras. Actualmente a pilotar na categoria Stock Car Brasil, o veterano também é fã de golfe e pratica a modalidade como um dos passatempos favoritos.

A paixão de Barrichello por golfe é tão grande que o brasileiro já foi um dos mentores de Luiza Altmann, jogadora profissional de golfe que trabalhou em parceria com o ex-piloto da Ferrari para aprimorar atributos técnicos relacionados ao jogo.

O golfe também está presente na vida do ex-piloto da Fórmula 1 através dos campeonatos, como o Pro-Am Brasil Champions, torneio em que Barrichello joga com frequência. “Jogar golfe é muito mais difícil do que pilotar, mas gosto de desafios. Para mim, o golfe é um excelente exercício mental. Amo esse desporto”, disse o brasileiro em entrevista ao site UOL.

Os videojogos são outra paixão de Barrichello. Acostumado a competir online nos jogos de automobilismo, ele utiliza o simulador virtual do Stock Car Brasil para aprimorar sua habilidade nas pistas. “Sem sair do meu cockpit de casa tenho a chance de pilotar na pista que eu quero. Nas corridas virtuais, a disputa é muito grande. Sinto uma emoção em demasia. É fascinante tudo isso nos ecrãs”, disse Barrichello em entrevista ao canal do YouTube Extreme Simracing.

Além de jogar, Barrichello também está conectado aos videojogos por meio dos empreendimentos e investe com Juan Pablo Montoya, ex-piloto da Fórmula 1, em uma equipa de eSports.

Giancarlo Fisichella: Póquer

Outro nome bem conhecido na Fórmula 1, Giancarlo Fisichella correu na categoria entre 1996 a 2009 e passou por várias equipas como Minardi, Jordan, Benetton, Ferrari e outras.

Retirado das pistas de Fórmula 1 há mais de 10 anos, Fisichella continua activo no automobilismo e participa anualmente das 24 Horas de Le Mans. Mesmo activo no automobilismo, Fisichella tem mais tempo disponível agora do que nos tempos de Fórmula 1 e nos últimos 10 anos o italiano tornou-se um competidor de póquer amador.

Assim como no automobilismo, em que a estratégia está presente em diversas formas, no póquer o jogador precisa ter um senso em demasia sobre como utilizar os recursos necessários para vencer e isso é apenas uma das várias semelhanças entre as modalidades.

O lado estratégico do póquer e os seus conceitos matemáticos trouxeram Fisichella às mesas. O ex-piloto da Fórmula 1 já disputou torneios profissionais da modalidade e normalmente compete casualmente na Itália.

Jarno Trulli: Vinho

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Mais um italiano na lista, Jarno Trulli competiu na Fórmula por 14 anos, entre 1997 a 2011. Apesar de ter ganho apenas uma corrida em todo esse tempo, o piloto marcou seu nome na categoria como um profissional dedicado e resoluto.

Fora das pistas, Trulli é um dos poucos pilotos que estudam os conceitos de um bom vinho e a dedicação aos aspetos teóricos da bebida é um hobby na vida do italiano há muito tempo. O ex-piloto da Fórmula 1 encara o vinho como uma tradição familiar. “O vinho sempre foi uma paixão da minha família e está no nosso sangue há gerações. Sempre tive a ideia de ter a minha própria vinícola”, afirmou em entrevista ao site St. Andrews Wine Company.

Para Trulli, a dedicação aos vinhos tornou-se um empreendimento. No início dos anos 2000, o italiano adquiriu parte da vinícola Castorani, localizada na cidade de Pescara.

Ainda em entrevista ao site St. Andrews Wine Company, Trulli também disse que a ideia de dedicar-se aos vinhos sempre esteve na mente do piloto, mesmo quando ainda estava na Fórmula 1.

Adrian Sutil: Piano

O alemão Adrian Sutil não teve tanto destaque na Fórmula 1 como os pilotos citados alhures, mas obteve uma carreira respeitável ao competir por sete épocas e ter sido um dos responsáveis pela melhoria da equipa Force India.

Com um hobby bem diferente dos demais pilotos, Sutil é apaixonado por piano e pratica o instrumento desde miúdo. Para o alemão, quando jovem o principal objectivo era tornar-se um pianista profissional, mas os planos mudaram quando ele conheceu o automobilismo.

Mesmo na Fórmula 1, quando competiu entre 2007 a 2011 e depois nas épocas de 2013 e 2014, Sutil mantinha contacto com o piano como forma de lazer. “Eu tenho um piano em casa e pratico casualmente. É bom para relaxar e funciona como se eu entrasse em um outro mundo. Lembro dos meus dias de miúdo”, afirmou em entrevista ao site do The New York Times.

O gosto de Sutil por piano tornou-se conhecido para quem acompanha o desporto em 2008, quando em um evento patrocinado pela Force India o alemão teve a chance de tocar piano em público (vídeo a seguir).