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Hyundai i20 Active CDRi 90 – Para aventuras na cidade

A moda dos modelos radicais veio para ficar, e de certa forma começo não só a aceitar o lançamento destes modelos como a reconhecer as suas vantagens, que são bem mais do que meras alterações visuais, especialmente tendo em conta o tipo de percursos que as marcas evitam comunicar, ou seja, para o seu dia-a-dia. A sério!

Veja-se o exemplo do pequeno Hyundai i20 Active, uma variante do i20 revelada no final do ano passado e que chega agora ao nosso mercado. Este modelo destaca-se por possuir um visual mais radical através da adição de barras de tejadilho, pára-choques com protecção, protecções inferiores da carroçaria em plástico negro rugoso com molduras nos arcos das rodas com o mesmo acabamento, spoiler traseiro, jantes de liga leve de 17 polegadas e um aumento na distância ao solo em 20mm (total 160mm).

Isto, ao contrário do que a comunicação das marcas insiste, permite tornar o i20 Active num modelo perfeito para andar na cidade e não para o campo, uma vez que este aumento da distância ao solo permitiu que a suspensão fosse mais permissiva às constantes irregularidades do piso das nossas cidades ou, em último caso, para facilitar a subida de passeios para garantir aquele lugar de estacionamento que de outra forma seria impossível de conseguir (mas nunca se esqueça de deixar espaço para os peões passarem).

Se estava à espera que recomendasse o uso do i20 Active fora de estrada, bem o pode esquecer, pois tal como muitos dos modelos aventureiros que abundam nas nossas estradas (como um Renault Captur), estes modelos não estão preparados para verdadeiras aventuras em trilhos de todo-o-terreno. Portam-se, no entanto, lindamente naqueles percursos de terra batida, gravilha e alguma areia (muito cuidado neste último tipo de percurso) que nos levam até aquelas praias desertas, evitando assim as filas de trânsito e confusões nas praias frequentadas por todos.

A razão pelo qual este modelo (como todos os outros) não estão preparados para todo-o-terreno a sério prende-se com a distância ao solo, que deveria ser superior, bem como a aplicação de um sistema de gestão de tracção específico (como o usado pela Land Rover) ou de um sistema de tracção às quatro rodas, algo impraticável num veículo com as características do Hyundai i20. Mas isto não retira mérito a este pequeno aventureiro da Hyundai, tendo este modelo surpreendido pelo conforto e espaço a bordo, proporcionando assim um bem estar pouco habitual em modelos deste segmento.

A qualidade de construção também surpreendeu, pois embora dominem os plásticos rígidos, estes têm um tacto surpreendentemente agradável e revelam uma excelente montagem, totalmente isenta de ruídos parasitas ou folgas, como ainda ocorrem em modelos de marcas europeias. Mas, além da qualidade de construção, este Hyundai destaca-se ainda pela inclusão de diversas soluções interessantes como as capas metálicas nos pedais, porta-luvas refrigerado, compartimento para os óculos, ar condicionado automático e um volante em pele multifunções que permite tirar partido do sistema de inforentretenimento.

Este, além de permitir ligar o seu Smartphone (ou outro dispositivo móvel) através da ligação Bluetooth, USB ou Aux, dispõe de um ecrã táctil bastante preciso de 7 polegadas, que permite tirar total partido do sistema de navegação incluída, que vem acompanhado com o serviço de trânsito TomTom Live, gratuito durante 7 anos.

Igualmente importante para este modelo foi a introdução do novo bloco 1.0 T-GDi a gasolina com 100cv de potência, ideal para quem procura uma motorização pequena mas bastante potente e económica a gasolina, existindo sempre em opção uma motorização a gasóleo, a utilizada nesta viatura de ensaio, composta pelo 1.4 CDRi de quatro cilindros turbo com 90 cavalos de potência e 240Nm de binário. Acredito que possa não ser tão entusiasmante quanto o novo 1.0 T-GDi, mas este motor diesel oferece um bom desempenho aliado a consumos bastante contidos, mesmo optando por um estilo de condução mais descontraído.

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Ficha Técnica

Motor Prestações
Tipo Quatro cilindros em linha Velocidade Máxima 170 km/h
Capacidade 1396 cc Aceleração (0-100 km/h) 12,3 s
Potência 90 cv (4000 rpm) Consumos (litros/100 km)
Binário 240 Nm (1500 rpm) Cidade (anunciado) 5,3
Transmissão Estrada (anunciado) 3,8
Tracção Dianteira Média (anunciada) 4,3
Caixa Manual de seis velocidades Emissões Co2 115 g/km
Chassis Preço
Dimensões (Comp. / Alt. / Larg.) 4065 / 1529 / 1760 m Valor base €23 060
Peso 1235 Kg Valor viatura testada €23 410
Bagageira 301 / 1017 litros I.U.C. €142.12
Gustavo Dias