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Polygon traz o futuro da Peugeot a Lisboa: concept car vai estar em exposição e é um tubo de ensaio para o próximo 208

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O «futuro da condução» da Peugeot vai fazer escala em Lisboa: depois da estreia no Salão Automóvel de Bruxelas, o Polygon vai poder ser visto no centro comercial Ubbo durante o próximo fim-de-semana.

Portugal faz, desta forma, parte de uma digressão europeia pensada para mostrar, de forma concreta, as soluções que a marca quer meter na estrada a partir de 2027. Além de um exercício de estilo, o Polygon será mais uma espécie de laboratório sobre rodas.

«Mais do que um concept car espectacular, está aqui o futuro da condução para a Peugeot», afirmou Luís Domingues, o novo director de marketing da marca.

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Neste modelo compacto, com menos de quatro metros, quase tudo serve para testar ideias que vão transitar para modelos de produção, começando pelo volante Hypersquare, de formato quadrangular que abandona por completo a ligação mecânica às rodas.

A direcção passa a ser totalmente electrónica, num sistema steer-by-wire que a Peugeot garante estar já suficientemente desenvolvido para chegar a um automóvel de produção já no próximo ano: será com o novo 208, revelou Jorge Magalhães, director de comunicação, assuntos institucionais e eventos da Stellantis. A dúvida é apenas uma: será de série ou opcional, tendo em conta o feedback dos clientes durante esta tour europeia do Polygon.

A baixa velocidade, o Hypersquare exige menos de uma volta completa (cerca de «170 graus» para cada lado), o que pode facilitar «manobras de estacionamento», enquanto a alta velocidade um pequeno movimento é suficiente para «corrigir a trajectória, com ganhos claros em precisão».

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Desta forma, a steer-by-wire traz «mais precisão», sublinhou Luís Domingues, que lembrou o facto de esta tecnologia abrir caminho a «novas soluções no habitáculo», começando desde logo pela «eliminação da tradicional coluna de direcção».

Além da direcção steer-by-wire e do volante Hypersquare, outra mudança está na forma como interagimos com o computador de bordo e como a informação nos é apresentada. No Polygon não existe um painel de instrumentos convencional: a informação é toda projectada no pára-brisas através de um painel Micro-LED colocado atrás do Hypersquare.

O resultado é um «ecrã de grandes dimensões equivalente a 31 polegadas», que antecipa a «próxima geração do i-Cockpit» da Peugeot. Mas a presença da tecnologia Micro-LED não se resume ao habitáculo, dado que também acaba por ser protagonista do exterior.

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A assinatura luminosa de três garras, imagem de marca da peugeot, é reinterpretada numa disposição horizontal, tanto à frente como atrás, com animações (como o nome da marca, a vermelho) e variações cromáticas. Um pequeno ecrã no pilar C, junto à tomada de carregamento, permite ainda ver o nível da bateria a partir do exterior, um detalhe que acaba por ser muito semelhante ao que o Renault 5 E-Tech tem no capot.

Tecnologia à parte, o Polygon serve também de “manifesto” ao nível dos materiais e dos processos produtivos. Os bancos recorrem a uma estrutura impressa em 3D em plástico reciclado, combinada com espuma moldada numa única peça, desenvolvida em parceria com a marca espanhola Nagami.

«Os bancos com estrutura em impressão 3D facilitam muito o processo produtivo», explicou Luís Domingues, que destacou ainda o uso de espumas e tecidos produzidos a partir de «materiais reciclados de antigos Peugeot».

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Como tivemos oportunidade de ver in loco, durante a manhã de hoje, em Lisboa, o Polygon não foi apresentado como uma visão distante da Peugeot, mas como um conjunto de decisões já tomadas e que vamos ver já em 2027, como já explicámos.