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Lamborghini estreia Temerario GT3 em Sebring e assume «desenvolvimento total» dos seus carros de competição

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A estreia do Temerario GT3 nas 12 Horas de Sebring de 2026 vai assinalar uma mudança na forma como a Lamborghini aborda o automobilismo: será o primeiro GT3 «totalmente concebido, desenvolvido e produzido internamente desde o início do projecto».

Este automóvel surge após um percurso de «evolução na estratégia de competição-cliente da marca, iniciado na última década. A Lamborghini não foi «originalmente criada com foco no desporto automóvel», lembra a marca. Nos anos 60, Ferruccio Lamborghini afastou essa possibilidade porque considerava que as corridas «poderiam representar um risco para a reputação da empresa».

O contexto alterou-se com a «profissionalização do automobilismo» e com a procura crescente por parte dos clientes da marca por «carros de competição desenvolvidos pela própria fábrica». Em resposta, a Lamborghini criou a divisão Squadra Corse em 2013.

Os primeiros programas, com o Gallardo Super Trofeo e o GT3, marcaram a presença da marca nas competições GT actuais, ainda com recurso a «parcerias técnicas externas». A partir de 2015, com o lançamento do Huracán GT3, a Lamborghini iniciou um processo de trazer para Sant’Agata Bolognese as actividades de «engenharia, desenvolvimento e produção».

«O programa Huracán GT3 acumulou mais de 200 vitórias em competições internacionais ao longo de dez anos e conquistou 99 títulos», lembra a Lamborghini.

Ao longo das várias evoluções do modelo (incluindo as versões EVO e EVO2) a marca foi «reduzindo a dependência técnica de outras marcas do grupo», introduzindo «soluções próprias», como um «sistema de travagem desenvolvido em conjunto com fornecedores e um sistema de admissão concebido internamente».

Agora, o Temerario GT3 representa uma «mudança no processo de desenvolvimento». Ao contrário dos modelos anteriores, foi «concebido em paralelo com a versão de estrada desde o início do projecto», embora deixando de lado o sistema híbrido.

«Com o Temerario GT3, alcançámos a plena maturidade técnica na competição», afirma Rouven Mohr, chief technical officer da Lamborghini. «A integração entre a I+D dos automóveis de estrada e a engenharia de competição permitiu-nos criar uma plataforma altamente sofisticada e eficiente, que representa a terceira geração dos carros GT3 da Lamborghini».

Esta integração estende-se também ao motor. A equipa responsável pelo desenvolvimento do V8 biturbo de quatro litros da versão de estrada «participou directamente na calibração da unidade utilizada no modelo de competição», o que permitiu «acelerar o processo de desenvolvimento e aprofundar o conhecimento técnico do conjunto».