Micro, AMFI e CEiiA juntam-se para desenvolver microcarros eléctricos: o Microlino fica para o dia-a-dia e o BEN para as empresas

A Micro, a Automotive Micro Factory Italy (AMFI) e o CEiiA assinaram um memorando de entendimento para estabelecer uma «colaboração estratégica» na área da micro-mobilidade eléctrica. O acordo prevê o desenvolvimento conjunto de soluções com base em dois microveículos complementares: o Microlino, orientado para o consumidor; e o BEN (que já tinha sido certificado), dirigido a aplicações empresariais.
O Microlino recupera a inspiração dos “bubble cars” dos anos 1950 (é muito inspirado no BMW Isetta) e posiciona-se como proposta urbana para uso individual. Já o BEN, desenvolvido pelo CEiiA, aposta numa arquitectura modular e integra a plataforma digital SPIRIT, que permite integrar «serviços de mobilidade inteligente, monitorização de emissões de CO₂ e gestão de frotas».
Em conjunto, os dois modelos «cobrem diferentes necessidades da mobilidade urbana», desde a «utilização privada até serviços partilhados e logística de última milha». Esta dualidade é descrita, pelas entidades envolvidas como uma «solução europeia integrada para cidades sustentáveis».
O acordo entre Micro, AMFI e CEiiA prevê a «exploração de sinergias em áreas como cadeia de fornecimento, tecnologias de powertrain, electrónica e sistemas digitais, bem como engenharia, desenvolvimento de produto e acesso a financiamento europeu». Está também prevista a «cooperação na expansão para mercados internacionais».

A parceria estabelece ainda as bases para a industrialização do BEN na unidade da AMFI (foto em cima), em Turim. A empresa italiana, parte do mesmo grupo da Micro, assume o papel de fabricante, com foco em «processos produtivos escaláveis e definição da cadeia de fornecimento em conjunto com o CEiiA».
As três entidades sublinham, ainda, a sua estratégia de sustentabilidade: o CEiiA destaca a tecnologia AYR, que permite «medir e valorizar emissões evitadas», enquanto a integração com soluções de mobilidade urbana irá «contribuir para atingir metas de neutralidade carbónica».









