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Mini One Cabrio 1.2 – Versão certa, motor errado…

Sempre gostei do Mini, acho-o um automóvel “amoroso”, desde os modelos britânicos originais como aos modelos lançados posteriormente pela BMW. Esta última geração não é excepção, embora tendo em conta o aumento significativo das dimensões externas (e internas), só alguns modelos da família Mini é que merecem esse nome. Estou obviamente a aflar no Clubman e no Countryman, ou até mesmo a versão de 5 portas. Felizmente o Mini One de três portas mantém-se “fofinho”, tal como o novo Mini One Cabrio, que é baseado na versão de três portas.

Esta versão, além de manter os traços característicos, recebe uma carroçaria maior sem ser exagerada, que permite aumentar ligeiramente o espaço disponível para os ocupantes traseiros, que podem agora viajar com algum conforto, caso os ocupantes dos lugares dianteiros não sejam “espaçosos”. A bagageira passou a disponibilizar 215 litros, valor esse que altera dependendo da posição da capota, que desce para os 160 litros com a capota rebatida, embora possa ser ampliada através do rebatimento dos bancos traseiros.

Por se tratar de um modelo descapotável, este Mini One Cabrio recebe os obrigatórios reforços estruturais para manter a rigidez da carroçaria com a capota aberta, reforços esses que implicam um acréscimo do peso total em 115 kg. Felizmente todos estes reforços estão invisíveis ao olho humano, existindo apenas um elemento que à partida passa despercebido por aparentar ser a base dos cintos de segurança traseiros, que escondem um conjunto de pilares que abrem numa fracção de segundo em caso de emergência. E já que falo em segurança, destaque para o sistema de protecção activa de peões, que levanta o capot para reduzir assim a força do impacto em caso de atropelamento.

De resto, também esta versão recebe as restantes novidades que passaram a estar disponíveis em toda a gama Mini, como os opcionais sistemas Radio Visual Boost, que em conjunto com o Mini Driving Modes, permite usar efeitos de luz LED em torno do painel do sistema de infoentretenimento, que se ajusta dinamicamente tendo em conta elementos como o volume do som, o modo de condução ou até mesmo os sensores de estacionamento. Através do Mini Driving Modes, poderá ajustar o comportamento de elementos como a direcção, resposta do motor e da caixa de velocidades, quando esta é automática, algo que não sucedeu neste caso.

Na unidade testada tivemos acesso a uma eficiente e agradável caixa de seis velocidades manual, que funcionou de forma exemplar com a motorização escolhida, o já conhecido bloco de três cilindros com 1,2 litros de cilindrada turbo, que garante 102 cavalos de potência e 180 Nm de binário. Não é um motor explosivo, especialmente nesta versão Cabrio mais pesada, mas garante um bom andamento, permitindo explorar de forma descontraída o excepcional comportamento “Go-Kart” característico dos Mini.

Se em termos de comportamento este Mini é previsível, já em termos de consumos nem tanto, sempre preferível ignorar os valores anunciados pela BMW e adicionar uns 2 a 3 litros acima dos valores referidos pelo fabricante. Se a isso juntarmos o facto do depósito de combustível ser algo mais reduzido, com 40 litros, o que o obrigará a ter que se dirigir às bombas de combustível com mais regularidade que o esperado. Mas nada disso atrapalha o gozo que é conduzir um Mini, especialmente nesta versão Cabrio…

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Ficha Técnica

Motor Prestações
Tipo Três cilindros em linha Velocidade Máxima 190 km/h
Capacidade 1198 cc Aceleração (0-100 km/h) 10,6 s
Potência 102 cv (4000 rpm) Consumos (litros/100 km)
Binário 180 Nm (1400 rpm) Urbano (anunciado) 5,9
Transmissão Extra-urbano (anunciado) 4,4
Tracção Dianteira Combinado (anunciada) 5,0
Caixa Manual de seis velocidades Emissões CO2 116 g/km
Chassis Preço
Dimensões (Comp. / Larg. / Alt.) 3821 / 1727 / 1415 mm Valor base €24 006
Peso 1205 kg Valor viatura testada €26 346
Bagageira 215 litros I.U.C. €100.08
Gustavo Dias