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Já não existem mais Boeing 747 a voar nos céus dos EUA

Desde quarta-feira passada, dia 3 de Janeiro de 2018, que os céus dos Estados Unidos da América se despediram daquela que foi apelidada como a Rainha dos Céus, o Boeing 747 “Jumbo Jet”. Com o código de voo 9771, o Boeing 747-400 número 6314 da Delta Air Lines realizou o seu último voo em espaço aéreo Norte Americano, ao voar desde Atlanta até Pinal Air Park em Marana, no Arizona, transportando no seu interior 48 funcionários da companhia aérea e jornalistas convidados.

Lançado em 1970, o Boeing 747 foi, durante anos, a maior aeronave de transporte de passageiros a voar nos céus, mas desde então a indústria mudou bastante, com a introdução de aeronaves não só maiores, como o caso do Airbus A380, como de modelos mais pequenos e significativamente mais eficazes, como os Airbus A350-900, que tem vindo a substituir os Boeing 747-400 na frota da Delta Air Lines.

Desde o seu lançamento, já foram produzidos mais de 1500 aeronaves na gigantesca fábrica da Boeing em Everett, com um total de milhares de milhões de quilómetros percorridos, bem como de passageiros transportados, desde o seu lançamento. Porém, nem tudo foram rosas, e existiram efectivamente alguns acidentes, embora tenham sido praticamente todos eles causados devido a actos terroristas, como as aeronaves que foram destruídas por bombas a bordo, como o 747 da Air India em 1985 e o 747 da Pan Am em 1988.

Porém, num total de 1540 Boeing 747 construídos até então, apenas 61 não conseguiram cumprir a sua tarefa, a de chegar ao destino, mas mesmo nessas aeronaves, mais de metade dos incidentes não contribuíram para a perda de vidas humanas, o que é impressionante para a estimativa de mais de 3,5 mil milhões de habitantes transportados a bordo do “Jumbo Jet”. Actualmente, para poder voar num 747, terá que usar uma companhia aérea Europeia (como British Airways, Air France, KLM ou Lufthansa) ou Asiática (Air China, China Airlines, Korean Air ou Singapure Airlines).

Gustavo Dias