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Sergio Marchionne morre, dias depois de ter sido afastado da presidência da FCA

A notícia da sua morte já foi confirmada, tendo Marchionne sofrido uma embolia cerebral durante uma intervenção cirúrgica. O gestor italiano tinha 66 anos, 14 deles passados a salvar marcas como a Fiat e Chrysler.

Sergio Marchionne, o homem forte do Grupo FCA, acabou por falecer com uma embolia cerebral durante uma intervenção cirúrgica. Esta intervenção resultou de uma recente operação que Marchionne tinha sofrido ao ombro, do qual nunca chegou a recuperar correctamente, tendo a sua situação levado ao seu afastamento do cargo de CEO da FCA. O seu falecimento foi confirmado hoje de manhã, 25 de Julho, pela Exor NV, a holding da família Agnelli, fundadores da Fiat.

O seu nome poderá não ser consensual, mas Sergio Marchionne assumiu o cargo de CEO da Fiat SpA em Junho de 2004, altura em que a Fiat se encontrava numa situação financeira demasiado instável. 14 anos depois, Marchionne criou um dos mais poderosos grupos automóveis mundiais, tendo conseguido recuperar não só a Fiat, como a própria Chrysler e Alfa Romeo.

Mas o seu percurso não esteve livre de percalços, tendo sido culpado por vários despedimentos em todas as empresas do grupo, bem como pelo abandono de marcas históricas do grupo como a Lancia, e do afastamento da Ferrari do grupo. Marchionne já tinha assumido que iria deixar o cargo de CEO da FCA em 2019, mas foi substituído a 21 de Julho por Mike Manley, até então responsável máximo das marcas Jeep e Ram.

Gustavo Dias