BYD tem mais um PHEV com tecnologia DM-i: depois dos Seal U e Seal 6, chega o Atto 2

A motorização plug-in híbrida, a que a marca chinesa chama DM-i (dual mode intelligent), tem um novo “intérprete”: a novidade é a chegada desta opção ao Atto 2, um SUV do segmento B que a marca lançou em Portugal há cerca de um ano.
Pedro Cordeiro, COO da BYD Portugal, destacou que este Atto 2 (anunciado em Novembro de 2025) é o terceiro modelo da marca a integrar esta tecnologia, que já está em «7,3 milhões de automóveis em todo o mundo». O mesmo responsável lembra que a DM-i é uma «solução pensada para a transição carbónica».
Neste caso, em concreto, Pedro Cordeiro sublinhou o facto de este modelo estar «sozinho no segmento B-SUV com motorizações PHEV». O responsável acrescentou ainda que as vendas deste tipo de solução, no mercado nacional, «subiram de 13 986 para 20 026 em dois anos [2023 para 2025]», pelo que a marca «tinha de criar um B-SUV» para este segmento.

O Atto 2 DM-i é praticamente idêntico ao respectivo modelo eléctrico, sendo «apenas dois centímetros mais comprido». A potência total é de 212 cv, com 300 Nm de binário, a velocidade máxima chega aos 180 km/h e a autonomia elétrica máxima é de 90 km (bateria de 18 kWh). Se juntarmos um depósito de combustível de 45 litros, a autonomia total é de «1000 km».
Com a chegada do DM-i, há uma estreia a assinalar no Atto 2: é o primeiro BYD a ter a plataforma da Google, incluindo navegação com os Mapas, acesso à loja de apps Play e capacidade de interacção por voz com o Assistente Google.
Este último convive com o seu “congénere” da BYD e dividem funções: o primeiro está vocacionado para «navegação e pesquisa, por exemplo, para encontrar restaurantes ao longo de um trajecto»; o segundo serve para controlar «funções internas do veículo, como abrir ou fechar janelas».

A única versão disponível em Portugal é a Boost, com um preço de 33 990 euros, que inclui jantes em liga leve de 17 polegadas, faróis automáticos em LED, tecto panorâmico, função Vehicle-to-Load, volante e bancos dianteiros aquecidos, ecrã táctil de 12,8 polegadas e um carregador sem fios para smartphones com potência até 50 W.
Em condução, durante um test-drive que tivemos oportunidade de fazer na zona de Colares (Sintra), fica a sensação de um modelo com uma suspensão algo dura, mas ágil em curva, onde a transição entre HEV e EV é feita com um toque de botão na consola central, tal como no Seal 6 e Seal U DM-i.
A integração dos serviços Google faz mesmo a diferença e permite ter uma interacção mais agradável que o habitual no sistema de infoentretenimento da BYD. Contudo, ter dois assistentes de voz que podemos escolher para diferentes acções (é preciso escolher no ecrã inicial) parece-nos confuso.

Durante esta apresentação, a marca acabou ainda por anunciar um reforço à gama 100% eléctrica do Atto 2, com a chegada da versão Comfort com autonomia alargada. Neste modelo de 204 cavalos e bateria de 64,8 kWh, a autonomia em ciclo combinado sobe para 430 km em ciclo combinado (os dois modelos disponíveis – Boost e Comfort – tinham 312 e 310 km) e 604 km, em ciclo urbano.
No que respeita a equipamento, este torna-se o modelo mais bem recheado da gama, com uma oferta em linha com o que vemos no novo Atto 2 DM-i: as mesmas jantes, Vehicle-to-Load, bancos e volante aquecidos, ecrã táctil de 12,8 polegadas e carregador Qi até 50 W. A marca sublinha ainda a estreia dos «bancos eléctricos dianteiros e regulação do apoio lombar».

Neste caso, o preço passa para os 37 990 euros, mais 1 275 euros que o Comfort com 310 km de autonomia; esta versão já pode ser encomendada no site da BYD e começa a chegar aos concessionários na primeira quinzena de Março.











