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Renault Mégane Sports Tourer dCi 130 GT Line – O regresso do líder

por em 3 Março, 2017
 

O Renault Mégane é um daqueles modelos que, por mais voltas que os rivais tentem, não o conseguem retirar do topo das preferências dos portugueses. Se não acredita, então como explicar o domínio do Segmento C, sem contar com aquele que é o formato mais procurado da gama (vale 62% da gama Mégane), a carrinha, que só chegou ao mercado no final de 2016.

Desenvolvida em conjunto com a berlina, a Mégane Sports Tourer é considerada pela casa mãe como a carrinha dos “portugueses”, pelo simples facto do desenho final resultar do “input” dado pelos concessionários nacionais da rede oficial da Renault, tendo em conta as preferências dos condutores portugueses. O resultado é uma carrinha que consegue ser brilhante, não só no aspecto visual como dinâmico e versatilidade.

Já tinha tido a oportunidade de experimentar a nova Mégane Sports Tourer durante a apresentação nacional na belíssima ilha da Madeira, onde foi possível comprovar as suas qualidades durante os percursos realizados pelas estradas da Serra e nas vias rápidas junto ao Funchal, mas só agora, de volta ao continente, foi possível comprovar as qualidades desta carrinha numa utilização quotidiana, onde esta será, indiscutivelmente, mais utilizada.

E foi neste ambiente que surgiram as primeiras dúvidas, especialmente nesta versão GT Line, que conta com a presença dos para-choques desportivos e das jantes de liga leve de 18 polegadas, visto que estas soluções, por muito elegantes e apelativas que o sejam, tendem a ser um autêntico íman para os rebordos dos passeios lisboetas. Os cuidados tiveram que ser triplicados, especialmente a estacionar, para evitar danos nestes dois elementos.

De resto, tudo funcionou de forma exemplar, sendo o chassis estranhamente confortável para uma suspensão que é, à partida, desportiva, e com jantes com esta dimensão e pneus com tão baixo perfil. De referir que a motorização utilizada foi o conhecido bloco 1.6 dCi a gasóleo de 130 cavalos de potência, estando este associado a uma caixa manual de seis velocidades, tendo resultado num ensaio marcado por baixos consumos, quando aplicado algum cuidado no doseamento do pedal do acelerador. No entanto, se está à espera de conseguir os resultados anunciados pelo fabricante, esqueça-os, são impossíveis de igualar.

O recurso à plataforma CMF C/D, oriunda da Aliança Renault Nissan, igualmente utilizada em modelos como a Espace e Talisman, garante à Mégane Sports Tourer um comportamento brilhante, mesmo não tendo sido usado o sistema 4Control de quatro rodas direcionais, apenas disponível nos modelos (verdadeiramente) GT. Ainda assim, sempre que desejar desfrutar um pouco mais deste chassis, que acaba por ser mais equilibrado que a berlina, será positivamente surpreendido pelo resultado.

Em termos de dimensões, esta nova carrinha é ligeiramente maior, com mais 45 mm de comprimento, com mais 9 mm na distância entre eixos e com a distância entre vias significativamente maior (45 mm à frente e 39 mm atrás). Estes aumentos de dimensões permitiram aumentar igualmente a bagageira, que passa agora a dispor de 580 litros de capacidade, expansíveis a 1695 litros com os bancos traseiros rebatidos (proporção 40:60).

No interior, destaque para as autênticas baquets desportivas utilizadas nesta versão GT Line, ao qual se juntam diversos detalhes exclusivos desta versão, que permitem tornar todo o ambiente mais desportivo, como o volante, forras das portas e punho da alavanca da caixa de velocidades forrado em pele com pospontos em azul. A qualidade dos materiais e da construção aumentou significativamente face à anterior geração, embora ainda existam elementos que revelam estar abaixo do oferecido por outras marcas rivais, como a Volkswagen, Opel ou Peugeot.

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Ficha Técnica

Motor Prestações
Tipo Quatro cilindros em linha Velocidade Máxima 198 km/h
Capacidade 1598 cc Aceleração (0-100 km/h) 10,6 s
Potência 130 cv (4000 rpm) Consumos (litros/100 km)
Binário 320 Nm (1750 rpm) Urbano (anunciado) 4,7
Transmissão Extra-urbano (anunciado) 3,6
Tracção Dianteira Combinado (anunciada) 4,0
Caixa Manual de seis velocidades Emissões CO2 105 g/km
Chassis Preço
Dimensões (Comp. / Larg. / Alt.) 4626 / 1814 / 1457 mm Valor base €30 150
Peso 1394 kg Valor viatura testada €34 650
Bagageira 580 / 1695 litros I.U.C. €143.17
Detalhes
 
Marca
Combustível
Positivos

- Visual atraente
- Nível de equipamento
- Comportamento dinâmico
- Disponibilização do motor

Negativos

- Consumos irrealistas
- Qualidade de alguns plásticos

Pontuação Motor+
 
Design
8.0

 
Interior
8.0

 
Desempenho
8.0

 
Consumos
6.5

 
Equipamento
7.5

 
Preço
8.0

Pontuação Final
7.7

Vote
Pontuação do Leitor
 
Design
9.8

 
Interior
9.7

 
Desempenho
9.3

 
Consumos
10

 
Equipamento
9.5

 
Preço
9.2

Pontuação do Leitor
3pontuações
9.6

Acabou de pontuar

Resumo
 

Não há volta a dar, a Renault voltou a criar um verdadeiro "monstro" de vendas, que irá, certamente, dominar o segmento durante os próximos anos. Visual apelativo (especialmente nesta versão GT Line), comportamento de referência e um vasto nível de equipamento são argumentos mais do que suficientes para manterem esta carrinha Mégane GT Line na preferência das encomendas, tanto para particulares como para empresas e frotas.

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