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Seat arranca com ofensiva eléctrica e lançamento de um novo automóvel a cada seis meses até 2020

Durante a conferência anual de apresentação de resultados, o Presidente da Seat anunciou a intenção de lançar um novo automóvel a cada seis meses, até 2020, e de arrancar com a ofensiva eléctrica, que deverá incluir um modelo totalmente eléctrico, com autonomia para 500 quilómetros.

Está a decorrer a conferência anual de divulgação dos resultados da Seat, onde foram divulgados os excelentes resultados obtidos pelo fabricante espanhol durante o passado ano de 2017. Através da venda de 468.400 veículos vendidos, o número mais elevado desde 2001, a Seat conseguiu registar um crescimento de 11,1% no volume de negócios, batendo um novo recorde de quase 10.000 milhões de euros, o que corresponde a um lucro, depois de impostos, de 281 milhões de euros, mais 21,3% que em 2016.

Estes resultados permitiram classificar a Seat como uma das marcas com maior crescimento na Europa, sendo os excelentes resultados atribuídos ao forte investimento realizado (3.000 milhões desde 2013) na criação de novos modelos e novos serviços. Mas mais do que resultados, Luca de Meo, Presidente da Seat, avisou que “podemos estar felizes com os resultados de 2017, mas não devemos estar satisfeitos. Juntos, fechamos um período de consolidação e agora é chegado o momento de enfrentarmos o futuro com a ambição de crescer”.

Na sua apresentação sobre os planos para o futuro da companhia, Luca de Meo sublinhou que o crescimento da Seat assentará em quatro pilares: “mais marcas, mais mercados, mais automóveis e mais energias”. O primeiro pilar já está assente, com o lançamento da marca Cupra (veja aqui e aqui), bem como a XMOBA, uma nova companhia que irá identificar, testar, comercializar e investir em projectos que impulsionem novas soluções de mobilidade, e a Seat Metropolis:Lab Barcelona, um digital-lab participado a 100% pela Seat.

Para além da criação de este ecossistema digital interligado entre si, a Seat reafirmou a aposta da Seat para o exterior, através de parcerias com a Amazon, Shazam, Waze, Telefónica e Saba. “Queremos ser um actor importante na revolução do automóvel conectado. E a nossa ambição é a de sermos uma empresa de referência”. No que toca ao segundo pilar, a Seat pretende apostar em novos mercados fora da Europa, como na Argélia, México, América Latina e Nova Zelândia, reforçando a sua presença em cinco continentes.

Para continuar a crescer, a Seat continuará a ampliar da gama com mais modelos, com Luca de Meo a anunciar que a “Seat vai lançar um automóvel novo a cada seis meses até ao ano 2020” e revelou que “2020 será o ano da electrificação na Seat com o lançamento de uma versão híbrida Plug-in do Leon, construído na fábrica de Martorell, que terá uma autonomia de pelo menos 50 quilómetros, e do primeiro veículo 100% eléctrico da marca, fabricado sobre a plataforma MEB do Grupo Volkswagen”.

Este modelo eléctrico chegará ao mercado com um preço competitivo, com argumentos de peso como uma autonomia de 500 quilómetros e alguns dos sistemas de conectividade e de infoentretenimento mais avançados do mercado, bem como um sistema de condução autónoma de, pelo menos, o nível 2. Os dois primeiros veículos a serem lançados de acordo com a nova política serão o Seat Tarraco e o Cupra Ateca, estando previsto para 2019 a nova geração do Seat Leon, em duas variantes, cinco portas e o familiar ST.

O presidente da Seat também reafirmou o compromisso da empresa com os veículos de gás natural comprimido (GNC). “Lideramos o projecto de desenvolvimento técnico dos veículos de GNC dentro do Grupo Volkswagen. Com o Arona TGI, que lançaremos este ano, ficaremos com o único SUV em todo o mundo com propulsão a gás natural”.

Gustavo Dias