China quer acabar com esta característica em automóveis híbridos e eléctricos

A China vai proibir os puxadores de porta ocultos ao estilo da Tesla em veículos eléctricos e híbridos, numa decisão motivada por «preocupações de segurança» relacionadas com o risco de pessoas «ficarem presas no interior dos automóveis».
A medida entra em vigor a 1 de Janeiro do próximo ano e obriga todos os veículos vendidos no país a integrarem mecanismos de abertura mecânicos, tanto no interior como no exterior, anunciou o Ministério da Indústria e Tecnologias da Informação.
O regulamento visa especificamente os puxadores retrácteis que ficam embutidos na carroçaria, um elemento de design popularizado pela Tesla e adoptado por vários fabricantes de veículos eléctricos. De acordo com o China Daily, «mais de 60% dos 100 automóveis híbridos e eléctricos mais vendidos na China em Abril de 2025» já recorriam a este tipo de solução.

«Para acompanhar as tendências de desenvolvimento tecnológico e de produto, o Ministério da Indústria e das Tecnologias da Informação iniciou a elaboração da norma ‘Requisitos de segurança para puxadores de portas de veículos automóveis’, com o objectivo de normalizar o design dos puxadores e elevar o nível de segurança no design automóvel», pode ler-se no site do governo chinês (imagem em cima).
As novas regras foram propostas em Dezembro do ano passado, na sequência de vários relatos de dificuldades em abrir portas com sistemas exclusivamente electrónicos em situações de emergência. Um dos casos mais mediáticos envolveu um acidente mortal com um Xiaomi SU7 Ultra, em Chengdu, no qual o sistema electrónico de abertura falhou após o embate, deixando o condutor preso no interior do veículo enquanto este se incendiava.
Também nos Estados Unidos, os puxadores electrónicos da Tesla estão sob investigação por alegadamente impedirem a saída dos ocupantes em determinadas circunstâncias. A marca norte-americana está, entretanto, a redesenhar o sistema para combinar os mecanismos electrónico e manual num único comando.











