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Monarch Airlines suspende actividade

A Monarch Airlines, a quinta maior companhia aérea britânica, declarou falência e suspendeu todos os seus voos. Esta situação gerou o caos nos aeroportos onde actua, nos quais estão incluídos os aeroportos nacionais de Lisboa, Porto, Funchal e Faro, sendo a Monarch a quarta maior transportadora no aeroporto da região do Algarve. Segundo indicações na própria página da companhia, esta decisão levou ao cancelamento imediato de mais de 300 mil reservas, tendo afectado cerca de 110 mil pessoas, que ficaram sem voo de regresso a casa.

Esta situação obrigou o Governo Britânico a solicitar o aluguer de mais de 30 aeronaves, para aquela que já é considerada como a maior operação de repatriamento em tempo de paz. Para já estão apenas confirmadas 14 aeronaves, 4 Airbus (A310 e A330) da Air Transat e 10 Airbus A320 da Qatar Airways. Foram igualmente destacados representantes britânicos para os diversos aeroportos, incluíndo os portugueses, para acompanharem a situação dos passageiros que pretendam regressar a casa, evitando assim a necessidade de alojamento adicional em hotéis dos passageiros afectados.

As razões que levaram a Monarch Airlines a declarar falência deve-se ao constante clima de terror vivido nos países da África do Norte, como Tunísia e Egipto, bem como à desvalorização da Libra e à constante guerra de preços com as restantes companhias aéreas low cost em actividade na região do Mediterrâneo, razão pelo qual 2016 fechou com um prejuízo de 291 milhões de Libras (328 milhões de euros). Além dos passageiros afectados, a falência da Monarch irá afectar os 2100 empregados, bem como a Boeing, que tinha recebido uma encomenda de 32 Boeing 737 MAX 8, e as empresas financeiras que suportavam os custos de leasing da actual frota, constituída por 9 Airbus A320-200, 25 A321-200 e um Boeing 737-800.

Gustavo Dias