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Apresentação do novo Ford Fiesta

Fomos, a convite da Ford Lusitana, até Córdoba, para conhecer o novo Ford Fiesta, um modelo que, segundo a Ford, será o utilitário tecnologicamente mais avançado do mercado.

Fomos até à belíssima cidade de Córdoba em Espanha, a convite da Ford Lusitana, para conhecer a oitava geração de um dos automóveis mais bem sucedidos da indústria, o Ford Fiesta. Este pequeno utilitário, que em Portugal só ficou disponível a partir da segunda geração, conta já com mais de 17 milhões de unidades vendidas em mais de 40 anos de vida, mas a Ford promete que esta nova geração irá contribuir para que esse número suba significativamente, mesmo tratando-se de um segmento de mercado altamente competitivo.

Visualmente, embora as diferenças não sejam tão notórias quando esperaríamos, a realidade é que a Ford mudou mesmo muita coisa, mas à semelhança das últimas tendências do mercado, não mudou muito visualmente, mantendo-se fiel às linhas de design do anterior modelo. Ou seja, é, indiscutívelmente, um Fiesta. A frente está ligeiramente diferente, não parece tanto um Aston Martin, estando a grelha mais larga, as ópticas mais elegantes e o pára-choques aerodinamicamente mais trabalhado.

De perfil, o maior comprimento (+71mm) e a maior altura na secção traseira aproximam-o de um B-Max, o que resulta em espaço disponível para os ocupantes dos lugares traseiros. Estes acabam ainda por ser beneficiados pelo aumento da distância entre eixos (+4mm) e pela redução da dimensão dos bancos dianteiros, e da cobertura da traseira, ou seja, foi sempre a ganhar.

Onde não se ganhou foi na sensação de espaço para o exterior, pois a subida da linha de cintura reduziu ligeiramente a dimensão das janelas laterais traseiras, algo que só conseguiremos comprovar quando efectuarmos um ensaio em território nacional, com tempo suficiente para podermos comprovar todas as alterações deste novo Fiesta.

Mas, já que falamos no interior, é aqui que residem as principais novidades, visto que o anterior modelo já tinha 8 anos de vida, e a ergonomia, em especial na zona da consola central, exigia uma revolução quanto antes. Se o anterior modelo tinha a particularidade de disponibilizar um botão para cada função, a ergonomia do novo modelo foi fortemente simplificada, graças à integração de um sistema de infoentretenimento Ford SYNC 3 com ecrã táctil flutuante ao centro, com o tamanho a variar de acordo com o nível de equipamento escolhido.

Este sistema é compatível com as plataformas Apple CarPlay e Android Auto, suportando ainda navegação, comandos por voz avançados e instalação de aplicações que tornam o seu funcionamento ainda mais completo, como o AccuWeather e Spotify, entre muitos outros. Um detalhe que apreciámos muito foi a possibilidade de incluir o opcional sistema B&O Play, da Bang & Olufsen, composto por um total de 10 altifalantes, com subwoofer e altifalante central, capazes de gerar uma potência total de 675 Watts, mas mais importante que isso, por virem associados a um eficaz amplificador com processador de sinais digitais (DSP) que garante um som limpo e preciso, explorando a acústica do interior do novo Fiesta.

Onde a Ford também investiu fortemente foi na implementação de tecnologias, já disponíveis em modelos de segmento superior. Estamos a falar na implementação de um total de duas câmaras, três radares e 12 sensores ultrasónicos, que permitem tirar partido de sistemas como o Assistente de Pré-Colisão com Detecção de Peões, Assistente Activo ao Estacionamento (paralelo e perpendicular), Assistente de Saída de Estacionamento, Reconhecimento de Sinais de Trânsito, Máximos Automáticos, Controlo de Velocidade Adaptativo, Limitador Ajustável de Velocidade, Sistema de Informação de Ângulo Morto, Alerta de Trânsito Cruzado, Indicação de Distância, Alerta ao Condutor, Ajuda à Manutenção de Faixa, Alerta de Manutenção de Faixa e Aviso de Colisão Frontal.

Em termos de comportamento, o novo Ford Fiesta continua a ser uma referência do segmento, resultado que torna a sua condução num agradável prazer, especialmente para quem procura um carro deste segmento que seja, acima de tudo, ágil e divertido de conduzir. Curiosamente a Ford manteve o eixo de torção na secção traseira, mas conseguiu, através da optimização de diversos elementos, manter a agilidade que sempre o caracterizou, ao mesmo tempo que o tornou bem mais confortável. É natural que o aumento das vias e apoio do sistema de Controlo Vectorial de Binário ajudam.

Em termos de motorizações, o novo Fiesta contará com o brilhante 1.0 EcoBoost, o pequeno três cilindros turbo a gasolina que estará disponível nas variantes de 100, 125 e 140 cavalos, 1.1 atmosférico a gasolina, também de três cilindros com 70 e 85 cavalos, e o diesel 1.5 TDCi, disponível com 85 e 120 cavalos. Todas as motorizações podem ser associadas com caixa manual, de 5 velocidades para o 1.1 e 6 velocidades para o 1.0 EcoBoost e 1.5 TDCi, podendo ser aplicada uma caixa automática de seis velocidades com patilhas no volante no 1.0 Ecoboost de 100 cavalos.

Falta apenas referir que o novo Fiesta virá disponível em diferentes versões, três e cinco portas, e níveis de equipamento, começando pela versão Trend, que em Portugal se designará de Business (desde €14.089), pelo elegante Titanium (desde €15.645), ST-Line (desde €15.986) e o topo de gama Vignale (desde €17.528). Mais tarde será lançado o Fiesta ST, equipado com motorização de 200 cavalos, e Fiesta Active, uma variante radical que transformará o Fiesta num autêntico crossover.

Gustavo Dias