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Free2move muda de mãos: Stellantis abre mão do car-sharing e vende operação à alemã Mutares

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A Stellantis chegou a acordo para vender à Mutares a totalidade da sua participação no negócio de car-sharing da Free2move, uma plataforma que chegou a estar em Portugal, mas que saiu do País pouco depois da pandemia. A operação deverá ficar concluída até ao «final de 2026», embora ainda dependa das «aprovações regulamentares e da consulta dos órgãos de representação dos trabalhadores».

Os termos financeiros da transacção não foram divulgados. A venda abrange apenas a «actividade de partilha de veículos» da Free2move e não a totalidade dos serviços prestados pela marca, que incluem aluguer automóvel, subscrições e soluções de estacionamento.

Criada pelo antigo Grupo PSA em 2016, antes da fusão com a FIAT Chrysler que deu origem à Stellantis, a Free2move disponibiliza serviços de car-sharing de curta e longa duração através de uma aplicação móvel. As suas frotas estão presentes em catorze cidades da Europa e dos Estados Unidos e funcionam sem estações fixas para recolha e entrega dos automóveis.

A alienação integra o plano FaSTLAne 2030, apresentado pela Stellantis em Maio, que prevê uma concentração dos recursos nas marcas, regiões e tecnologias com maior capacidade de gerar retorno. A decisão surge numa altura em que o CEO, Antonio Filosa, quer simplificar a estrutura do grupo e canalizar o investimento para a produção automóvel.

«Ao concentrarmos ainda mais a nossa atenção nas actividades automóveis essenciais, aumentamos a nossa capacidade de garantir um desempenho sustentável a longo prazo», afirmou Virgilio Cerutti, director de desenvolvimento de negócios e parcerias da Stellantis.

A Mutares, uma sociedade de investimento alemã especializada na aquisição e recuperação de empresas em processos de transformação, tem oobjectivo de converter o negócio da Free2move numa plataforma independente no sector da mobilidade. Os planos incluem uma nova gestão da frota internacional e a continuação da transição para veículos eléctricos.

Johannes Laumann, director de investimentos da Mutares, considera que a Free2move tem um «claro potencial de melhoria operacional» após a separação da Stellantis. A empresa alemã vai trabalhar com a «actual equipa de gestão para rever o modelo operacional e adaptar o serviço às necessidades de mobilidade dos municípios».

Até à conclusão desta transacção, a Stellantis compromete-se a «assegurar a continuidade do serviço para clientes/parceiros» e a «acompanhar a transição dos trabalhadores».