Alerta na Suécia com a coqueluche da Volvo: só foram produzidos cinco mil EX60 desde Abril apesar de já haver… mais de cinquenta mil encomendas

A Volvo assumiu que está a a ter um arranque de produção mais lento que o esperado para o novo EX60. Desde que o SUV eléctrico entrou em produção, em Abril, a marca sueca fabricou «apenas cinco mil unidades», apesar de já ter recebido «mais de cinquenta mil encomendas» para este SUV.
Como já foi tronado público pela Volvo, este é o modelo em que a marca deposita mais expectativas para os próximos tempos, dado que deverá assumir um «papel decisivo nas vendas e nas contas da empresa».
Håkan Samuelsson, CEO da Volvo, reconheceu que a contribuição financeira do EX60 terá de esperar até à fábrica de Torslanda, junto a Gotemburgo, alcançar o ritmo previsto. Estas dificuldades vêm à tona num momento particularmente sensível: a Volvo anunciou prejuízos próximos de cerca de 335 milhões de euros no terceiro trimestre de 2026 e, por isso, vai cortar 2500 postos de trabalho no «âmbito de um plano de recuperação da rentabilidade», escreve a Autocar.
O principal entrave está na «montagem das baterias directamente na estrutura inferior do automóvel» dado que isto obriga a ter uma linha de montagem «altamente complexa», baseada num «processo automatizado, impossível de ser feito à mão». Quanto ao Mega Casting, que faz a estreia no EX60, Håkan Samuelsson diz que «não deu dores de cabeça» à Volvo.

Ainda assim, o CEO garante que a marca está confiante de que conseguirá «dominar este método de montagem, mais complexo que o usado nos seus restantes eléctricos e aumentar progressivamente a produção».
E, se tivermos em conta que, no Outono de 2027, a Volvo vai apresentar um automóvel eléctrico mais acessível com base na SPA3 (provavelmente, o sucessor do EX40), mais se torna prioritário resolver estes problemas de montagem das baterias.











