Em nome da harmonização: futuros automóveis da Renault vão ter uma linguagem de design comum. Mas há uma excepção…

Depois de uma sucessão de eléctricos de forte inspiração retro, a Renault vai dar uma imagem mais coerente à próxima geração de automóveis. Laurens van den Acker, director de design do Renault Group, admite que os futuros modelos terão «linhas mais contidas e elementos visuais comuns», sobretudo na família a que a marca chama ‘future icons’.
A orientação não abrange, contudo, os automóveis que recuperam nomes históricos. O Renault 5 (foto em baixo), o Renault 4 e o novo Twingo continuarão a viver de «códigos próprios», sem a obrigação de partilharem a mesma assinatura visual. Esta será, por isso, uma excepção.
«Quando alguém compra um Twingo, quer um Twingo, antes de mais», explicou o responsável, sublinhando que estes modelos vivem da «ligação directa ao original» e não de uma linguagem de design comum à gama, diz o director de design.

A chegada de Alexandre Malval à liderança do design da Renault deverá ajudar a definir esta nova fase. Laurens Van den Acker recorda que, quando entrou na empresa, deu à marca uma «imagem comum», do Twingo ao Master. Contudo, com a liderança de Luca de Meo, cada automóvel ganhou uma personalidade mais individual. Agora, a Renault quer encontrar um ponto de equilíbrio entre estas duas abordagens.
O E-Space Concept (na foto de destaque) antecipa esta nova fase. Embora evoque o Espace original, o protótipo apresenta uma interpretação mais contemporânea, distante do exercício nostálgico dos Renault 4 e 5.
A marca francesa acredita ainda que as novas bases dedicadas a veículos eléctricos vão abrir espaço a «silhuetas diferentes»: distâncias entre eixos maiores, rodas de maior dimensão, balanços curtos e carroçarias a meio caminho entre um SUV e uma berlina.











