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Renault #Captur 1.5 dCi 110 e 1.5 dCi 90 EDC – Novidades na gama

O Renault Captur é já um nosso velho conhecido, e as razões para tal devem-se exclusivamente pelo facto de ter um grande sucesso, não fosse este pequeno crossover já o segundo modelo mais vendido pela marca francesa durante o ano de 2015 (6º no total a nível nacional), com 4822 unidades vendidas, superando o Renault Mégane, que tem sido um dos modelos mais vendidos em Portugal nos últimos anos.

O sucesso para este modelo deve-se a uma formula muito simples, o facto de ter linhas jovens e atraentes, uma condução divertida, motorizações eficientes e uma excelente relação preço/qualidade e um elevado nível de equipamento, mesmo nas versões mais básicas.

Mas, apesar de o ditado indicar que em equipa vencedora não se mexe, a Renault com os seus 18 anos consecutivos de liderança nas vendas em Portugal, sabe que esse ditado não deve ser levado à letra, razão pelo qual decidiram reforçar a gama Captur com a chegada de uma motorização diesel mais potente, o 1.5 ENERGY dCi de 110cv, bem como da chegada da caixa EDC de dupla embraiagem.

Contudo, isso não significa que ambas as novidades tenham que estar associadas, uma vez que a motorização diesel de 110cv só poderá ser associada a uma caixa manual de seis velocidades, estando a caixa EDC associada à já conhecida motorização 1.5 ENERGY dCi de 90cv. Além destas novidades, no caso em concreto da viatura equipada com a nova motorização mais potente, a Renault estreia a linha de equipamento #Captur, uma edição limitada criada especificamente para celebrar o lançamento desta nova motorização, que tinha a particularidade de oferecer mais e melhor equipamento.

Visualmente não existe qualquer alteração entre os modelos, sendo estes perfeitamente normais e oferecendo o mesmo tipo de equipamento que poderá encontrar em qualquer versão Captur, ou seja, as jantes são as mesmas, as cores externas são as mesmas, bem como os detalhes, como a moldura em torno dos faróis de nevoeiro e luzes diurnas em LED. Honestamente, a única diferença perceptível (para os mais atentos) é a pequena placa, colocada no topo dos guarda-lamas (junto aos espelhos retrovisores) a indicar tratar-se da versão #Captur.

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Já no interior o caso muda de figura, estando a versão #Captur equipada com bancos em pele aquecidos, com um acabamento melhor e mais cuidado, mas que por outro lado perde uma das particularidades deste modelo, o facto de as capas dos bancos poder ser removida e lavada na máquina de lavar roupa. Outro detalhe são as capas metálicas nos pedais, uma solução habitualmente usada nos modelos mais desportivos, o volante totalmente em pele e as forras das portas a usarem um acabamento em pele, tal como nos bancos, em vez do acabamento totalmente plástico nos restantes modelos.

Em termos de condução, tal como já tinha notado anteriormente, a caixa EDC de dupla embraiagem casa muito bem em motorizações que não têm uma orientação desportiva, ou seja, apesar de ser de dupla embraiagem, esta teima em por vezes ter algumas indecisões quando usada em ritmos acelerados, sendo bem mais agradável e funcional quando usada em ritmos normais. Neste caso, e tendo em conta a motorização associada, o 1.5 dCi de 90cv, o resultado é o de uma condução muito agradável e tranquila, especialmente em circuitos urbanos.

Caso utilize percursos com maior recurso a estradas, esta caixa não o deixará mal impressionado. Já no caso da motorização de 110cv, apesar da diferença de potência ser relativamente baixa face à versão de 90cv, esta oferece um comportamento e desempenho significativamente mais entusiasmante, garantindo assim ao Captur um andamento mais adequado a quem, como eu, prefere ritmos mais elevados. Tem ainda a particularidade de, por ter maior disponibilidade, de evitar o recurso à caixa de velocidades em situações de subidas mais acentuadas, embora esse não seja um problema com a nova caixa de seis velocidades.

Em termos de consumos, a caixa EDC acaba por sair ligeiramente prejudicada face à caixa manual de cinco velocidades, mas caso procure o conforto de uma caixa automatizada, essa diferença é mais do que justificada. Já no caso da versão de 110cv, esta, talvez em parte graças à caixa mais eficiente de seis velocidades, registou sempre valores de consumo inferiores ao que estava habituado com a versão de 90cv, embora a Renault anuncie o oposto, como sendo ligeiramente mais gastador. Esta situação faz lembrar a “guerra” que tenho com os modos de condução ECO, onde os motores ficam tão “castrados” que acabam por gastar mais devido à maior exigência aos mesmos para manter o ritmo.

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Infelizmente, poderá encontrar algumas dificuldades para encontrar a versão #Captur, mas independentemente dessa versão, tanto a caixa EDC de dupla embraiagem como a motorização 1.5 ENERGY dCi de 110cv são duas excelentes adições para a família Captur, que consegue assim tornar-se ainda mais apelativa e abrangente. Agora, para mim, só faltava a Renault lançar uma motorização a gasolina mais potente (como o 1.2 TCe de 130cv) e uma versão preparada pela Renault Sport, à semelhança do que a Nissan oferece na gama Juke, com os modelos preparados pela Nismo.

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MotorPrestações
TipoQuatro cilindros em linhaVelocidade Máxima170 / 175 km/h
Capacidade1461 ccAceleração (0-100 km/h)13,5 / 11,3 s
Potência90 / 110 cv (4000 rpm)Consumos (litros/100 km)
Binário220 / 260 Nm (1750 rpm)Cidade (anunciado)4,6 / 4,0
TransmissãoEstrada (anunciado)3,6 / 3,6
TracçãoDianteiraMédia (anunciada)3,9 / 3,7
CaixaDupla Embraiagem de 5 velocidades / Manual de 6 velocidadesEmissões Co2103 / 98 g/km
ChassisPreço
Dimensões (Comp. / Alt. / Larg.)4,12 / 1,56 / 1,51 mValor base€23.350 / 22.350
Peso1213 / 1190 KgValor viatura testada€25.650 / 26.200
Bagageira377 / 1235 litrosI.U.C.€142.12

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1 comentário

  • Tenho um Captur a diesel de 90 Cv versão Exclusive de 2016.Tem todos os extras á excepção do espelhos exteriores não rebaterem eletricamente e sem camera traseira.
    É um carro confortável, bonito e bem equipado.Porém negativamente saliento os plásticos duros no interior o que provoca alguns barulhos parasitas, que no meu caso vem da zona do porta luvas e na zona do painel de instrumentos e facilmente riscáveis.O consumo nunca abaixo dos 5.1 litros.Eu normalmente conduzo com o modo Eco ligado,desligando o consumos tendem a subir, mas a resposta do motor é bem superior.Continuo a achar que os Citroen conseguem ser mais bem construídos, e mais confortáveis.

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