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BYD estreia-se nas pickups e volta a inspirar-se no mar: depois dos golfinhos é a vez de um tubarão com 436 cavalos e motorização Super Híbrida DMO

©BYD | Shark©BYD

A BYD vai entrar no segmento das pick-up com a Shark, um modelo híbrido plug-in desenvolvido para «conciliar utilização profissional, lazer e condução fora de estrada». A estreia europeia acontece na segunda metade de 2026, depois da apresentação no Goodwood Festival of Speed.

Com cabine dupla para cinco ocupantes e 5,46 metros de comprimento, a Shark recorre à nova tecnologia Super Híbrida DMO (Dual Mode Off-road), com base num motor 1.5 turbo a gasolina e mais motores: um dianteiro com 231 cv e 310 Nm e outro traseiro com 204 cv e 304 Nm. A potência combinada é de 436 cv, com 650 Nm de binário, o que permite acelerar dos «0 aos 100 km/h em 5,7 segundos».

A bateria tem «32,2 kWh de capacidade e permite percorrer até noventa quilómetros em modo 100% eléctrico»; com a bateria carregada e o depósito de combustível cheio, a autonomia combinada pode chegar aos 675 quilómetros.

©BYD | Shark
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Como é natural neste tipo de automóvel, a BYD Shark tem tracção integral, aqui «inteligente». A marca diz que o sistema «gere automaticamente a distribuição de potência de acordo com o tipo de piso, incluindo areia, lama, neve e gravilha»; este modelo conta ainda com suspensão independente de duplo triângulo, controlo de descida e capacidade para rebocar até 2500 kg.

No interior, esta pick-up tem um painel de instrumentos digital de 10,25 polegadas e um ecrã central rotativo de 15,6, além de um head-up display, base de carregamento Qi de 50 W, Apple CarPlay e Android Auto sem fios, sistema de som Dynaudio com doze altifalantes e bancos dianteiros aquecidos e ventilados.

A caixa de carga oferece «1200 litros de capacidade» e pode ser utilizada para «alimentar ferramentas ou outros equipamentos através da função Vehicle-to-Load», com uma potência «máxima de 6 kW». Entre os sistemas de segurança encontram-se o cruise control adaptativo, a monitorização do ângulo morto, o alerta de tráfego cruzado, a assistência à manutenção na faixa, a câmara de 360 graus e sete airbags.

©BYD | Shark
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Esta chegada da Shark coincide com uma fase em que o segmento das pick-up em Portugal tem uma oferta mais reduzida do que no passado, mas continua a contar com propostas bem estabelecidas. Entre as principais rivais encontram-se a Ford Ranger (47 mil euros), a Toyota Hilux (51 mil euros), a Isuzu D-Max (43 mil euros), a Volkswagen Amarok (a partir de 63 mil euros), a KGM Musso Grand (44 mil euros) ou a Maxus T60 Max (46 mi euros).

A BYD ainda não divulgou o preço para Portugal, mas a picku-up chinesa deverá posicionar-se na faixa superior do segmento, com valores a rondar os 50 mil euros); resta dizer que o lançamento está agendado «para a segunda metade de 2026». Depois dos Dolphin, a marca volta, assim, a inspirar-se na vida marinha para dar ao nome a mais um dos seus modelos.