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Mais de mil quilómetros de autonomia e uma tecnologia híbrida inédita: a BYD quer que o Dolphin G DM-i «mude as regras» do segmento B

©MotorMais | BYD Dolphin G©MotorMais

O “livro” da estratégia híbrida da BYD em Portugal teve hoje um novo capítulo com a apresentação, em Cascais, do Dolphin G DM-i, o primeiro modelo do segmento B a receber a tecnologia DM-i 5.0 da marca chinesa.

Posicionado entre o Dolphin e o mais compacto Dolphin Surf, este novo B-hatchback pretende conquistar condutores que procuram a eficiência da mobilidade eléctrica sem abdicar da flexibilidade proporcionada por um sistema híbrido plug-in.

«Este é o nosso quinto híbrido plug-in em Portugal e é com esta gama que queremos continuar a crescer no mercado nacional. O Dolphin G DM-i ocupa um espaço intermédio entre o Dolphin e o Surf e é, neste momento, o primeiro e único PHEV do segmento B», explicou Pedro Cordeiro, COO da BYD Portugal.

©MotorMais | BYD Dolphin G
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Apesar desta classificação, as dimensões e a habitabilidade parecem contar outra história. Com 4,1 metros de comprimento e 1,82 metros de largura, o novo modelo apresenta-se como «uma das propostas mais espaçosas da categoria» e, segundo a marca, aproxima-se de «alguns automóveis do segmento C». A bagageira oferece 425 litros de capacidade, valor que pode crescer até aos 1225 litros com os bancos traseiros rebatidos.

Para Fábio Silva, product manager da BYD, o objectivo passou, precisamente, por desenvolver um automóvel adaptado às exigências do mercado do Velho Continente: «Não é um simples modelo do segmento B. Todas as linhas foram desenhadas para serem intemporais e para responder às necessidades dos consumidores europeus», referiu o responsável.

O resultado traduz-se numa interpretação mais desportiva e limpa da linguagem Ocean Series. Face ao actual Dolphin, o G DM-i tem uma imagem mais orgânica, mas sem entrar nas linhas mais agressivas do Dolphin Surf. No habitáculo, a abordagem é igualmente diferente.

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O ambiente surge mais sóbrio e minimalista do que noutros modelos da marca, com um tablier de desenho limpo e alguns pormenores interessantes, como os reguladores das saídas de ar, que fazem lembrar pequenos joysticks (foto em cima) e acrescentam personalidade ao conjunto.

O espaço de arrumação também merece nota positiva: a consola central integra vários compartimentos, incluindo um para a base de carregamento por indução de 15 W, enquanto o apoio de braço esconde mais uma zona de armazenamento.

Em contrapartida, os comandos dedicados à selecção dos modos de condução e à alternância entre EV e HEV estão demasiado afastados do condutor, praticamente debaixo das saídas de ar do tablier. Esta é uma solução que penaliza a ergonomia e a utilização rápida, dado que obriga a esticar demasiado o braço, um gesto pouco natural. Tal como acontece no Atto 2, por exemplo, estes comandos deviam estar numa localização mais central.

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Durante o test-drive realizado na zona do Guincho e da Malveira da Serra, o Dolphin G DM-i proporcionou uma condução ágil e descontraída. Apesar de não o termos experimentado muito em contexto urbano, as indicações recolhidas apontam para um automóvel particularmente agradável nesse ambiente, sem deixar de oferecer estabilidade e conforto em estradas mais sinuosas.

Além da condução, a componente tecnológica será outro dos grandes argumentos deste modelo. Miguel Brito, after-sales area manager da BYD (foto em baixo), sublinhou que este é o «primeiro automóvel do segmento B a receber a tecnologia DM-i 5.0», associada a um sistema EV-Led que atinge uma eficiência térmica de 43%, a «mais elevada da categoria».

A base continua a ser a Blade Battery da BYD, neste caso com uma capacidade de 18,3 kWh. No total, o Dolphin G DM-i tem 212 cv de potência máxima e permite fazer «até 105 quilómetros em modo eléctrico no ciclo combinado ou 140, em utilização urbana». Os consumos homologados fixam-se nos 1,4 l/100 km e, combinando a bateria com o depósito de combustível de 42 litros, a autonomia total pode atingir os «1040 quilómetros».

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O Dolphin G DM-i chegará ao mercado nacional em duas versões. A Boost, disponível por 29 990 euros, inclui sistema de som com oito colunas, volante aquecido revestido em pele vegan, Apple CarPlay e Android Auto, carregador sem fios com arrefecimento, bancos dianteiros aquecidos, vidros traseiros escurecidos e duas ligações USB-C traseiras, além de portas de 60 W para os passageiros da frente.

Por mais 2000 euros (31 990 euros), a Comfort acrescenta jantes de 18 polegadas, sistema multimédia com Google integrado, tecto panorâmico com cortina eléctrica, bancos com regulações eléctricas, ajuste lombar e uma câmara panorâmica de 360 graus. O destaque vai, ainda, para o head-up display de oito polegadas, uma solução que, segundo a marca, «não existia até agora no segmento B».

As duas versões partilham o painel de instrumentos digital de 8,8 polegadas, o ecrã central de 12,8 polegadas, saídas de ar para os passageiros traseiros e cinco opções de cor exterior. A Orange Sunset, escolhida como tonalidade de lançamento, estará disponível sem custos adicionais e deverá ser mesmo a mais interessante, já que confere ao modelo uma presença muito distinta na estrada.