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Conheça o novo CLS da Mercedes-Benz

Será já durante o próximo mês de Março que chega a Portugal a terceira geração do revolucionário coupé de quatro portas, o novo Mercedes-Benz CLS.

A terceira geração do histórico coupé de quatro portas deverá chegar ao mercado nacional já a partir do próximo mês de Março. Mantendo-se fiel ao ADN do modelo original, que prometia combinar a elegância de um coupé com a conforto e versatilidade de uma berlina, o novo CLS destaca-se por ser, em conjunto com o novo Classe A, o primeiro Mercedes-Benz a estrear a nova imagem da marca e a um maior cuidado em termos aerodinâmico, daí oferecer um impressionante coeficiente aerodinâmico de apenas 0.26.

Recorrendo a uma linha de cintura arqueada, que lhe confere um visual robusto e possante, reforçada pela baixa altura dos vidros laterais sem moldura, é na secção dianteira que o novo CLS mais se destaca, com uma frente que relembra o nariz de um tubarão, devido ao desenho da nova grelha em padrão diamante mais alargada na zona da base, capot circundado pelas superfícies da carroçaria e faróis largos e extremamente planos, com os flancos oblíquos para o lado interior.

Como nos modelos anteriores, a secção traseira destaca-se pelo visual musculado na linha dos ombros traseiros, traseira suavemente plana reflectores instalados no pára-choques traseiro e farolins bipartidos com tecnologia LED Edgelight, que oferecem uma aparência cristalina e efeito tridimensional, acentuando assim a largura do veículo.

Interior de inspiração desportiva
No interior, nota-se a inspiração no actual Classe E, com a utilização de um cockpit largo e desportivo composto por dois ecrãs de 12,3 polegadas instalados atrás de um único revestimento contínuo de vidro. A iluminação ambiente, ajustável em 64 cores, permite reforçar a impressão desportiva, sendo esta disponibilizada ainda em elementos como as novas saídas da ventilação, com desenho inspirado em turbinas de aviões a jacto.

A consola central, que pode ser revestida em madeira porosa ou em acabamento de alto brilho, aparenta flutuar graças ao revestimento da sua superfície. Igualmente diferenciadores são os novos bancos, redesenhados para o novo CLS, que incluem pespontos transversais, e bancos traseiros com a mesma aparência que os bancos dianteiros, tendo este a particularidade de transportar, pela primeira vez na gama CLS, um terceiro passageiro atrás. Estes podem ainda ser rebatidos na proporção 40/20/40, de forma a expandir a bagageira, que já de si conta com 520 litros de capacidade.

Tecnologicamente avançado
Tecnologicamente o novo CLS destaca-se por usar a suspensão Air Body Control, bem como o novo sistema de controlo de conforto Energizing, que permite regular diversos elementos relacionados com o conforto a bordo do veículo, como o sistema de climatização (incluindo fragrância), dos bancos (aquecimento, ventilação e massagem), aquecimento de painéis e do volante, iluminação e sistema de áudio.

Ao todo estão disponíveis seis programas distintos (Freshness, Warmth, Vitality, Joy, Comfort e Training). O sistema de iluminação dos faróis de topo Multibeam LED utilizam um novo sistema de luzes de máximos Ultra Range, que produzem a máxima intensidade luminosa permitida por lei, que permite visualizar a estrada a mais de 650 metros de distância. Estão ainda incluídos os serviços Mercedes Me Connect, e um módulo de comunicações 4G LTE.

AMG 53 CLS
Ao contrário do que aconteceu na primeira geração, o novo CLS não terá direito a uma versão 63 AMG, para não rivalizar com o futuro AMG GT de quatro portas. Como tal, o novo CLS estará disponível, enquanto versão AMG, com a nova motorização 53, composta por um bloco 3.0 de seis cilindros em linha sobrealimentado, ao recorrer a um turbo compressor e um compressor eléctrico, debitando um total de 435 cavalos de potência e 520 Nm de binário máximo.

Esta solução tira partido de um sistema micro híbrido, designado de EQ Boost, que utilizará um sistema que combina o motor de arranque com o alternador integrado e sistema eléctrico de 48 volts, que adiciona 22 cavalos de potência e 250 Nm de binário adicional, tendo este como finalidade ajudar na aceleração (eliminando o turbo lag), recuperar energia durante as travagens e ligar o motor de combustão quando usado o sistema Start&Stop.

Associado à caixa de velocidades AMG Speedshift TCT 9G de dupla embraiagem e sistema de tracção às quatro rodas AMG Performance 4MATIC+, o novo CLS AMG 53 consegue atingir os 100 km/h em apenas 4,5 segundos e uma velocidade máxima de 250 km/h, ou 270 km/h se optar pelo Drivers Pack.

A Mercedes-Benz anuncia um consumo combinado de 8,4 l/100km, o que corresponde a 200 g/km de emissões de CO2. Face aos restantes CLS, diferencia-se pelos pára-choques desportivos, grelha de dupla lâmina, difusor traseiro com duas saídas duplas de escape e jantes de 19 polegadas (20 polegadas opcionais).

Motorizações novas
Numa fase inicial, além da versão AMG, o novo Mercedes-Benz CLS contará com a presença de três motorizações de seis cilindros, o CLS 350d, 400d e 450, este último a gasolina. Os primeiros dois motores são os mesmos aplicados no recém renovado Classe S, ao tirarem partido do novo bloco de três litros e seis cilindros em linha com 286 cavalos na versão 350d e 340 cavalos na versão 400d. Ambas as motorizações estão disponíveis só com o eficaz sistema 4MATIC de tracção às quatro rodas.

Já a motorização a gasolina CLS 450 utiliza o mesmo bloco da versão AMG, embora com uma potência signifciativamente inferior, de “apenas” 367 cavalos e 500 Nm de binário máximo. Tal como a motorização AMG, este bloco de seis cilindros em linha também tira partido do sistema EQ Boost com motor de arranque e alternador integrado no mesmo componente, e sistema eléctrico de 48 volts, que adiciona uns já referidos 22 cavalos de potência e 250 Nm de binário ao motor de gasolina.

Produção em Sindelfingen
É na fábrica de Sindelfingen, em Estugarda, que a Mercedes-Benz iniciou a produção do novo CLS, sendo utilizada a mesma linha de montagem do Classe E Limousine e Station. A escolha da fábrica de Sindelfingen para a produção do novo CLS deve-se ao facto de esta ser a fábrica mais avançada da marca, onde a tecnologia permite que cada operário tenha apenas acesso à função específica que está a desempenhar, com os computadores a fornecerem a lista de passos a executar.

Nesta fábrica, que emprega mais de 25 mil colaboradores, são produzidos cerca de 200 veículos por dia, não só dos já referidos Classe E Limousine e Station, como o novo CLS, Classe S (Limousine, Coupé e Cabriolet), Mercedes-Maybach e Mercedes-AMG GT. Este será também o local designado para a produção dos futuros veículos eléctricos do grupo, sob a marca EQ.

Gustavo Dias