Jaguar Land Rover acelera electrificação e confirma novos Range Rover eléctricos para 2026

A Jaguar Land Rover está a acelerar a sua estratégia de electrificação, mas sem abdicar da «flexibilidade mecânica» que caracteriza as principais gamas da marca. Durante um encontro com investidores realizado na sede, em Gaydon (Inglaterra), o CEO, PB Balaji (foto em baixo), confirmou que a empresa quer «reforçar a oferta de modelos híbridos e 100% eléctricos».
Ao mesmo tempo, a marca prepara uma «transformação profunda da Jaguar, que passará a ser exclusivamente eléctrica», algo que já se sabia desde a apresentação do protótipo Type 00. Este plano faz parte da estratégia ‘Reimagine’, que inclui um investimento de cerca de 20,9 mil milhões de euros nos próximos cinco anos.
Entre as novidades mais aguardadas para 2026 estão o Range Rover Electric e o Range Rover Sport Electric, ambos baseados na plataforma Modular Longitudinal Architecture, criada para «acomodar diferentes tipos de motorização e garantir maior flexibilidade na evolução das gamas», diz a marca.
Sabe-se ainda que a Jaguar Land Rover está a preparar a introdução da nova Electrified Modular Architecture (EMA), que será produzida na fábrica de Halewood, em Merseyside (Inglaterra). Esta plataforma «servirá de base» para futuros modelos da Range Rover, para a próxima geração do Defender eléctrico e para sistemas híbridos. A marca confirmou ainda a «continuidade da gama Discovery», que também deverá manter «diferentes opções de propulsão» nos próximos anos.

A maior transformação acontece, contudo, na Jaguar. A histórica marca britânica abandona definitivamente os motores de combustão interna e prepara-se para entrar numa nova era exclusivamente eléctrica. O primeiro passo será dado ainda este ano com a apresentação do Jaguar Type 01, um gran turismo de quatro portas que deverá assumir o papel de «porta-estandarte» da nova identidade da marca.
Em paralelo, a Jaguar Land Rover lançou um programa de redução de custos avaliado em cerca de «dois mil milhões de euros», com o objectivo de «baixar o ponto de equilíbrio da produção para trezentas mil unidades anuais nos próximos dois anos». A empresa assinou também um memorando de entendimento com a Stellantis para estudar o desenvolvimento de «modelos específicos para o mercado norte-americano», com especial atenção para a gama Defender.











