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O Panda cresceu e transformou-se num Urso Pardo: o Grizzly é a arma da FIAT para entrar no território SUV do Dacia Duster

©FIAT | Grizzly©FIAT | Grizzly

Depois do sucesso do Grande Panda, a Fiat prepara-se para entrar num dos segmentos mais importantes da Europa com dois novos SUV que prometem mais espaço, mais bagageira e versões híbridas e eléctricas.

A Fiat parece, assim, pronta para resolver um dos maiores vazios da sua gama, desde que o Freemont foi descontinuado. Depois de vários anos concentrada em automóveis urbanos e SUV compactos, a marca italiana revelou o novo Grizzly, um modelo que a coloca pela primeira vez numa luta directa como o Dacia Duster.

O novo SUV chegará em duas versões distintas: uma variante mais convencional, orientada para famílias, e uma fastback com uma silhueta mais dinâmica e desportiva. À primeira vista, o Grizzly o irmão maior do Grande Panda: tem o mesmo ADN visual, mas numa escala superior. Os traços rectilíneos e alguns elementos estéticos inspirados no mais recente modelo da FIAT (inclusive as ópticas pixel) deixam perceber uma clara ligação entre ambos.

Com um comprimento inferior a 4,5 metros, o Grizzly posiciona-se no coração do segmento C, actualmente o mais popular da Europa. Isto significa mais espaço para passageiros e uma bagageira substancialmente maior do que a dos actuais modelos da marca. Se o Grande Panda oferece 361 litros de capacidade, tudo indica que o novo SUV deverá aproximar-se dos 460 litros já vistos em modelos tecnicamente semelhantes do grupo Stellantis.

Por baixo da carroçaria não há grandes segredos. O Grizzly utiliza a plataforma Smart Car da Stellantis, a mesma que serve de base aos Citroën C3 Aircross, Opel Frontera e, inclusive, do Grande Panda. Trata-se de uma arquitectura desenvolvida para manter os custos de produção sob controlo, permitindo à FIAT apresentar um SUV familiar com preços potencialmente competitivos.

A gama deverá incluir motores a gasolina, variantes híbridas e versões 100% eléctricas. No caso dos eléctricos, é expectável a utilização do conhecido motor de 113 cavalos já presente noutros modelos do grupo. As baterias deverão surgir em duas capacidades distintas, uma de 43,8 kWh e outra de 54 kWh úteis, com autonomias que poderão variar entre cerca de trezentos e mais de quatrocentos quilómetros.

Os preços ainda não foram anunciados, mas deverão ficar próximos dos praticados pelo Citroën C3 Aircross e pelo Opel Frontera eléctricos, actualmente posicionados na faixa dos 27/30 mil euros. A chegada ao mercado está prevista para a segunda metade do ano.