É uma carrinha? É um SUV? Quatro meses depois do anúncio, a Dacia mostra o novo Striker

Depois de, em Março, ter prometido um novo modelo para o Verão, a Dacia mostrou oficialmente o Striker, um automóvel com que a marca quer reforçar a sua presença no segmento C e complementar uma oferta que já conta com o Duster e o Bigster.
A fazer lembrar uma all-road, o objectivo do Striker parecer ser reunir características de diferentes tipos de automóvel num único modelo. A «posição de condução elevada e a distância ao solo aproximam-no de um SUV», enquanto o espaço interior e a capacidade de carga remetem para uma carrinha. Ao mesmo tempo, a «altura reduzida da carroçaria e a aerodinâmica» aproximam-no de uma berlina – esta é uma solução que a marca considera ser uma «resposta diferente às actuais tendências do mercado».
Segundo David Durand, director de design da Dacia, o Striker é uma «resposta nova e complementar às expectativas actuais do sector automóvel, baseada num equilíbrio diferente do dos SUV convencionais». O novo modelo «estreia ainda a assinatura luminosa LED em forma de ‘T’», posicionada nos quatro cantos da carroçaria. Na dianteira, temos uma grelha preta brilhante com o logótipo Dacia Link ao centro, enquanto na traseira surge ligada por uma faixa preta que percorre toda a largura da porta da bagageira.

Com 4,62 metros de comprimento, o Striker acaba por ter dimensões semelhantes às de uma carrinha do segmento C, mas mantém uma distância ao solo de 20 centímetros nas versões 4×4 e de 19 centímetros nas variantes de tracção dianteira. A altura total é de 1,53 metros, «inferior à da maioria dos SUV do segmento». De série, há jantes de 17 polegadas, mas há ainda opções de 18 e 19 polegadas.
A gama divide-se entre dois níveis de equipamento com «personalidades distintas». A versão Extreme é para quem quer um «automóvel para actividades ao ar livre», com protecções exteriores em Starkle, estofos laváveis em TEP Microcloud, tapetes de borracha com material reciclado e possibilidade de combinar tracção integral com a nova motorização híbrida 150 4×4.
Já a versão Journey privilegia o «conforto em viagens longas»; aqui, o banco do condutor tem regulação eléctrica, os bancos dianteiros e volante são aquecidos, com estofos em tecido e TEP Microcloud, a que se junta uma porta eléctrica da bagageira. Ambas incluem o sistema de controlo de velocidade em descidas.

A marca confirmou ainda que o Striker estará disponível com uma gama alargada de motorizações electrificadas: os detalhes técnicos completos serão conhecidos mais perto da chegada do modelo ao mercado. Para já, sabe-se também que os preços começam nos 25 mil euros, o que segue a “tradição” Dacia de disponibilizar automóveis a preços acessíveis, agora no segmento C.











