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Dacia Spring está mais adulto: a nova versão do eléctrico mais compacto à venda em Portugal ganha carregamento rápido de 50 kW e chega aos 250 km de autonomia

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Está confirmado: a segunda geração do Dacia Spring terá preços a partir de 17 900 euros em Portugal, na versão Expression, enquanto a Journey custará desde 19 400 euros (lembre-se que as versões actuais começam nos 16 900, no caso da Electric 70; e nos 19 700 euros, para a Electric 100).

Ambas usam um motor de 60 kW (cerca de 80 cv) com 175 Nm de binário e uma bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP) com 27,5 kWh de capacidade útil. A autonomia anunciada é de até 250 quilómetros em ciclo combinado WLTP (o máximo da actual versão são cerca de 220 km), com um consumo de 12,7 kWh/100 km. Para já, a marca não deu informações sobre a abertura das encomendas e início das entregas.

Apesar de manter o nome, o Spring muda de plataforma, dimensões e local de produção: este modelo passa a usar a arquitectura compacta RG-EV do Grupo Renault e será fabricado em Novo Mesto, na Eslovénia. É também o primeiro dos quatro automóveis totalmente eléctricos que a Dacia anunciou para o período até 2030.

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Com 3,85 metros de comprimento e 1,74 metros de largura (sem espelhos), o novo Spring cresce 15 e 18 centímetros, consoante a versão. O desenho adopta um capot «curto e elevado, arcos das rodas pronunciados e protecções de plástico preto texturado nos pára-choques». Segundo a Dacia, as «faixas que ligam os grupos ópticos sublinham a largura da carroçaria, enquanto a assinatura luminosa se inspira no emblema Dacia Link». Estarão disponíveis quatro cores, Agave, Schist Grey, Diamond Black e Glacier White.

O aumento das dimensões traduz-se numa bagageira com 337 litros, que pode atingir 1283 litros com o banco traseiro rebatido. Este, tem uma divisão 50/50 e o piso amovível da bagageira está separado em duas secções, para organizar ou ocultar objectos. Como opção, há ainda uma frunk de dezoito litros, que pode servir para guardar o cabo de carregamento. No habitáculo, passamos a ter «regulação do banco em altura e um volante ajustável em altura e profundidade».

Nas prestações, a Dacia anuncia uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em «12,1 segundos» e uma velocidade máxima de «130 km/h», com «todas as versões» a incluirem «sensores de estacionamento traseiros e travão de estacionamento eléctrico automático».

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O carregador de corrente alternada de 6,6 kW é de «série» e permite passar dos 15 aos 80% da bateria em «2:55 horas, numa wallbox de 7 kW»; já numa tomada doméstica, a mesma operação demora «nove horas». O pacote opcional de carregamento rápido acrescenta carregamento em corrente alternada a 11 kW e em corrente contínua a 50 kW, com tempos de 1:55 horas e de 28 minutos, respectivamente, para o mesmo intervalo. A função V2L, incluída no Charge Pack, permite alimentar pequenos aparelhos eléctricos com a bateria do automóvel.

Na versão Expression, o equipamento inclui jantes de aço de quinze polegadas, ar condicionado manual, faróis automáticos, vidros dianteiros e retrovisores eléctricos, uma porta USB-C e três pontos de fixação para acessórios YouClip; o painel de instrumentos digital de sete polegadas também é de série. O sistema multimédia ‘Media Control’ usa os comandos do volante e pode funcionar com uma aplicação no smartphone, para o qual existe um suporte na zona central superior do tablier.

Por mais 1500 euros, a Journey dá-nos jantes de aço de dezasseis polegadas, cartão mãos-livres, câmara de marcha-atrás, duas portas USB-C e estofos em tecido e material sintético TEP. A principal diferença tecnológica é o sistema ‘Media Nav Live’, com ecrã táctil de 10,1 polegadas, Apple CarPlay e Android Auto sem fios. Inclui oito anos de navegação conectada, com informações de trânsito em tempo real e actualizações dos mapas europeus, além de serviços como programação do carregamento, pré-condicionamento do habitáculo e localização do automóvel.